Entre os dias 30 de julho e 15 de agosto, os professores da Escola de Artes e Design da Universidade, Stephen Graham e Margaret Connell, além dos estudantes Kirsty Miller e Lauren Moore se hospedam na sede da Ramacrisna, em Betim, onde desenvolverão atividades artísticas com as crianças e cooperadas da Futurarte. Ao final da experiência, os ingleses deixam como referência algumas esculturas realizadas em conjunto com os brasileiros.
A parceria começou em 2003, e desde então todos os anos, os ingleses vêm até a Ramacrisna para um período de intercâmbio cultural com os alunos da instituição e cooperadas da Futurarte. A exceção foi em 2008, quando a Ramacrisna esteve em Liverpool participando de um encontro mundial coletivo do Projeto Solidariedade Globalizada. Segundo a superintendente Solange Bottaro, a ideia é contribuir para o crescimento dos alunos participantes, como também possibilitar a convivência com novas culturas, desenvolvendo os lados pessoal, artístico e cultural dos integrantes.
Durante o período que estiverem no Brasil, os membros da Liverpool Hope University realizam atividades artísticas junto a moradores em situação de risco social da região rural de Betim, envolvidos nos projetos da Ramacrisna, como a produção de objetos que valorizam as matérias primas da natureza e os objetos feitos com jornal reutilizável da Cooperativa de Artesãos Futurarte.
A parceria com os ingleses foi possível graças à indicação de um amigo e colaborador da Ramacrisna, que estudava na Universidade. Ele ficou sabendo do projeto e sugeriu a nossa instituição. A partir daí, passamos a ser a única instituição de língua não inglesa a fazer parte do Solidariedade Globalizada, explica Solange. O projeto também acontece em países da África e da Ásia. São eles: África do Sul, Sri Lanka, Nigéria e Malawi.
A Futurarte é uma cooperativa de artesanato fundada pela Instituição Social Ramacrisna em 2004, com o patrocínio da Petrobras, e tem como objetivo atender às famílias de baixa renda da região rural de Betim, Minas Gerais. A cooperativa faz parte do projeto de geração emprego e renda da Ramacrisna. A cooperativa beneficia, hoje, 21 cooperadas da comunidade e, de forma indireta, suas famílias.
Atualmente, a Futurarte conta com um mix de produtos como bolsas, pastas, entre outros, que têm como principal característica a utilização de matéria-prima reaproveitável como o jornal e sacos de cimento. Através do uso do tear mineiro, artesãs também produzem artigos usando como base um produto natural: o algodão. Da criatividade, surgem tapetes, caminhos-de-mesa e jogos americanos.