No mês de seu aniversário, o Instituto Akatu pelo Consumo Consciente divulga os resultados da pesquisa Como e por que os brasileiros praticam o consumo consciente, patrocinada pela Faber-Castell e executada pela Market Analysis. O evento de divulgação acontece hoje, 28/03, na Sala 2 do Cine Bombril (Conjunto Nacional, R. Padre João Manoel, 100).
Desde que foi criado, em 15 de março de 2001, o Instituto Akatu busca conscientizar e mobilizar o consumidor brasileiro para o papel do consumo consciente como instrumento de transformação social para a construção de um mundo melhor. Nesse sentido, busca transformar o cidadão consumidor um cidadão cuja principal qualidade é ser consumidor em um consumidor cidadão um consumidor cuja principal qualidade é ser cidadão e que contribui para uma sociedade economicamente próspera, socialmente justa e ambientalmente sustentável.
Realizada entre setembro e outubro de 2006, a sétima pesquisa sobre consumo consciente no Brasil realizada pelo Instituto entrevistou 1.275 adultos de todas as classes sociais residentes nas 11 principais cidades das cinco regiões geográficas do país.
Os resultados revelam a evolução na assimilação de valores e na adesão a comportamentos relacionados ao consumo consciente, com destaque para dados importantes como os percentuais de assimilação dos valores do consumo consciente (67% dos entrevistados) e de real adesão a comportamentos conscientes de consumo (35%, em média).
O levantamento também revela uma nova distribuição dos brasileiros em grupos, de acordo com seu grau de consciência: os indiferentes somam 8% (ante 3% em pesquisa realizada em 2003), os iniciantes são 59% (ante 54% em 2003), os engajados (anteriormente denominados comprometidos) correspondem a 28% (eram 37% em 2003) e os conscientes respondem por 5% da população (apenas um ponto abaixo do percentual 6% - aferido em 2003).
Um dos dados de maior relevância da pesquisa atesta que o reconhecimento de selos de certificação de produtos e instituições cresceu 69% entre 2003 e 2006, passando de 19% para 32% dos brasileiros. O trabalho pelo Akatu também rende frutos positivos: 13% da população têm conhecimento das atividades do Instituto, o que significa que tomaram contato com o trabalho do Akatu e com informações sobre o consumo consciente.
A pesquisa mostra ainda que tanto a população em geral (58%) quanto a população dos consumidores conscientes (59%) mantém a percepção de que a possibilidade de exercício do consumo consciente está diretamente ligada ao fator renda. Isto revela que o senso comum prevalece sobre o fato de que a consciência nos atos de consumo trata muito mais de um fenômeno ligado à cidadania e à atenção aos impactos do consumo pessoal do que à posse de bens materiais ou ao poder de compra.
Sobre o Aquecimento Global, tema que atualmente mobiliza pessoas em todo o mundo e atrai cada vez mais a atenção da mídia, foi apresentada a seguinte afirmação aos entrevistados: a atividade econômica e produtiva mundial está gerando alterações no clima da Terra, cujos efeitos poderão ser gravíssimos e precisam ser prevenidos ou evitados. A grande adesão, tanto da população geral (84%) quanto da população consciente (90%) à opção concorda, revela a clara tendência de absorção de valores ambientais por todos.
A pesquisa aborda ainda a relação entre valores materialistas e a realidade do brasileiro e dados que mostram que campanhas em prol da adesão a comportamentos conscientes de consumo - como no uso de água e energia - estão surtindo