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Instituto Assistireh Amplia Acesso à Saúde Reprodutiva no RS

Publicado originalmente em 03.12.2008 por Pauta Social

Na manhã da última terça-feira, 2, foi inaugurada em Porto Alegre a sede do Instituto Assistireh, organização não-governamental voltada à saúde reprodutiva e ao planejamento familiar. Criada para facilitar o acesso às técnicas de reprodução assistida, a instituição visa a auxiliar os casais inférteis que têm condições financeiras de criar um filho, mas não podem pagar pelo tratamento, que custa, em média, entre 8 e 12 mil reais. A busca de filhos é um direito de todos. Facilitar o acesso à saúde reprodutiva é fazer valer o que garante a Constituição Federal. Assim como é necessário orientar e facilitar o acesso à anticoncepção, é preciso possibilitar a casais inférteis que têm condições de educar e dar afeto a um filho, mas não podem pagar por um tratamento, a chance de realizar seu sonho, afirma a médica Mariangela Badalotti, presidente do Instituto.

Entre as atividades da instituição, estão o desenvolvimento e a avaliação de políticas sociais, públicas ou privadas, cuja ação promova a saúde reprodutiva. A entidade tem, ainda, uma proposta educacional, a ser executada através da organização de seminários e palestras, além de campanhas de caráter preventivo sobre todos os aspectos ligados às áreas da fertilidade, infertilidade, anticoncepção, doenças sexualmente transmissíveis e sexualidade.

A infertilidade ocorre com mais freqüência do que se imagina a doença atinge entre 10 e 15% dos casais em idade reprodutiva, cerca de 60 a 90 milhões de casais no mundo. A fertilização in vitro e a inseminação artificial, entre outras técnicas, ampliaram, e muito, as chances de ter filhos para casais que, em algum momento de suas vidas, se deparam com a infertilidade, explica Mariangela.

Em atuação há um ano, o Instituto Assistireh já realizou 37 ciclos de fertilização in vitro, em 25 pacientes 34 deles gratuitamente e três com custo reduzido. Ao todo, foram 16 gravidezes e 13 nascimentos quatro gravidezes ainda estão em andamento. Foram realizados, ainda, 96 ciclos de inseminação artificial em 56 pacientes, com custo exclusivo da medicação destes procedimentos, resultaram 10 gravidezes. Para se ter uma idéia do perfil de pessoas atendidas pelo Assistireh, neste último grupo, as pacientes têm de 24 a 42 anos e a maioria é composta por donas de casa. A lista de espera para novos atendimentos conta com mais de 200 pacientes.

O custo do tratamento pelo Instituto varia de gratuito a valores que chegam a, no máximo, 50% do que é praticado no mercado. Nosso objetivo é conseguir, cada vez mais, realizar tratamentos gratuitos ou com custos bem baixos. Para isso, estamos trabalhando com captação de recursos junto à iniciativa privada e aos órgãos públicos, diz Mariangela. Os interessados devem entrar em contato com a instituição pelo telefone 51 3333-8888.

Estão aptos a iniciarem o tratamento os casais que forem avaliados positivamente pelo departamento de serviço social e psicologia da entidade e comprovarem renda máxima de 3,5 mil reais. A sede do Instituto Assistireh está localizada na Rua Vicente da Fontoura, 2352/604, em Porto Alegre.


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