Os dois principais polos para observação de jubartes no Brasil estão em Caravelas/Abrolhos e na praia do Forte, na Bahia. Em ambos, o Instituto Baleia Jubarte (IBJ) mantém bases de pesquisa, educação ambiental e outras atividades ligadas à conservação de cetáceos. A entidade também monitora o turismo de observação de baleias. Na praia do Forte, há um amplo centro que recebe visitantes o ano inteiro.
A temporada de avistamento no litoral brasileiro, a baleiada, vai de julho a novembro e coincide com o período em que quase oito mil baleias (dados de 2008) migram desde o polo sul para dar à luz e amamentar suas crias em águas tropicais. Por isso, de Caravelas, da praia do Forte e de outras localidades como Itacaré e morro de São Paulo, são organizados passeios onde turistas embarcados conferem bem de perto um espetáculo único da natureza. A atividade é conduzida basicamente por cinco operadoras.
Na temporada de 2009, foram registradas 3.122 pessoas em 180 saídas de barco organizadas por agências na praia do Forte, morro de São Paulo e Itacaré. Um total de 594 jubartes adultas foi avistado, além de 59 filhotes. O whalewatching acontece em noventa países, é praticado por cerca de 12 milhões de pessoas e movimenta mais de 1,5 bilhão de dólares anuais.
Na América Latina, o turismo de avistamento de baleias, golfinhos e botos acontece em 18 países e cresce mais de 11% ao ano desde 1998, três vezes a taxa de crescimento do turismo mundial e 4,7 vezes a taxa de aumento do turismo na própria região. Quase 900 mil pessoas já são adeptas da atividade na América Latina, gerando 79,5 milhões de dólares em gastos diretos (boletos) e 278 milhões de dólares em gastos totais por ano. Para 2010, estima-se que o número de observadores na região chegue a 1,4 milhão. Em 1998, eram 377 mil. As migrações anuais das baleias também levaram à criação de doze festivais em países latino-americanos que, juntos, atraem cerca de 50 mil pessoas, com aporte estimado de dois milhões de dólares anuais.
No Brasil ou no exterior, cuidados são indispensáveis durante a observação de baleias, para segurança dos animais e dos turistas. Conforme a legislação nacional, embarcações turísticas não podem se aproximar a menos de cem metros dos animais com o motor engrenado, bem como não seguir qualquer baleia com motor ligado por mais de trinta minutos, mesmo respeitando os cem metros mínimos de distância. Também são vetadas a perturbação direta de grupos com barcos ou música e mergulho ou natação próximos aos animais. As regras para observação de baleias no país são definidas em portarias do Ibama, de 1996 e de 2002.
O banco dos Abrolhos é o maior berçário de jubartes do Atlântico Sul Ocidental, em parte protegido dentro do parque nacional marinho dos Abrolhos, desde 1983. No entanto, o arquipélago e a unidade federal de conservação somam uma porção ínfima da área de reprodução das baleias. Logo, a preservação do litoral brasileiro é fundamental para que o espetáculo das baleias se perpetue.
O Instituto Baleia Jubarte estuda a espécie em Abrolhos desde 1988, além de monitorar o boto-cinza (Sotalia guianensis) e desenvolver uma série de outras atividades ligadas à conservação da biodiversidade e promoção do desenvolvimento sustentável. Os dados mais recentes da IUCN (sigla em inglês de União Internacional para Conservação da Natureza) mostram que a população histórica mundial de jubartes chegou a 350 mil baleias. Hoje, somam pouco mais de 60 mil. Seu declínio se deve principalmente à caça indiscriminada.