Até 13 de abril, ministros da Cultura de 32 países da América Latina e Caribe se reúnem, em Quito, para debater políticas de integração e desenvolvimento cultural, durante o XVII Fórum de Ministros de Cultura e Responsáveis de Políticas Culturais da América Latina e Caribe.
Na abertura do encontro, realizada nesta segunda-feira, dia 12, no Ministério de Relações Exteriores, Comércio e Integração do Equador, o ministro Juca Ferreira falou sobre exclusão cultural como um “problema continental” latino-americano, defendendo a criação de políticas comuns de acesso à cultura.
“Antes o desenvolvimento da região era pensado sem considerar a qualidade de vida das populações, o que inclui educação de qualidade e acesso pleno à cultura. Penso que é fundamental incorporarmos as políticas de acesso na pauta da diversidade cultural, principalmente agora, quando se constrói uma nova democracia em nossos países”, completou.
Juca Ferreira também falou sobre a necessidade dos países do bloco incluírem a cultura em suas agendas de desenvolvimento.
“A cultura tem que ser associada ao projeto de desenvolvimento nacional. No Brasil, saímos de uma média de 0,2% dos impostos arrecadados no país para a cultura e chegamos, neste ano, a mais de 1%. Esse foi um de nossos maiores avanços”, afirmou o ministro brasileiro.
O ministro da Cultura do Equador, Ramiro Noriega, propôs a criação de uma Oficina de Integração e Coordenação de Assuntos Culturais entre os estados-membros que assinaram a Declaração de Cancun, no último mês de fevereiro.
“Ao integrarmos as políticas culturais fazemos da região uma zona livre de trânsito de criadores e suas obras, um espaço que conhece e comunga suas realidades estéticas locais e regionais”, afirmou o ministro equatoriano. Ramiro Noriega também propôs a criação de uma Escola Intinerante de Políticas Culturais, que funcionaria como uma instância multinacional de formação em gestão cultural.
O Fórum de Ministros de Cultura e Responsáveis das Políticas Culturais da América Latina e Caribe se reuniu pela primeira vez no Brasil, em 1989.
Na missão no Equador, o ministro Juca Ferreira está acompanhado do presidente da Fundação Cultural Palmares, Zulu Araújo, e do diretor de Relações Internacionais do Ministério da Cultura.
(Nanan Catalão, Comunicação Social/MinC)