A preocupação com a responsabilidade social corporativa extrapolou as práticas dentro das empresas e já é uma realidade no mercado de investimentos. Alinhado com este movimento mundial, o Itaú acaba de lançar um fundo de ações cuja carteira é composta por papéis de empresas que têm práticas diferenciadas e reconhecidas de responsabilidade social corporativa.
O fundo Itaú Excelência Social FIA foi desenhado para atender a dois públicos de investidores: os institucionais e as pessoas físicas. Os investimentos iniciais são de R$ 1 milhão e R$ 1 mil, respectivamente. "Optamos por esta divisão, focados na própria segmentação de negócios do Itaú, permitindo a participação de diferentes tipos de investidores. Mais que um investimento, lançamos este fundo para ratificar nosso compromisso com a sociedade e referendar as boas práticas", diz Alexandre Zákia, diretor de Produtos de Investimentos e Clientes Institucionais.
Os gestores analisaram 120 empresas para definir as ações que podem compor a carteira. Selecionaram 28 elegíveis, das quais 19 já compõem a carteira do fundo atualmente. No longo prazo, o objetivo é que o fundo tenha uma rentabilidade superior ao IBX-50.
O fundo tem um conselho consultivo formado por especialistas do mercado, dirigentes do próprio Banco Itaú e das seguintes instituições: Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Fundação Iochpe, Fundação Dom Cabral, Instituto Itaú Cultural, Centro do Voluntariado de São Paulo, Instituto Ethos, Federação das Indústrias do Paraná e Fundação Orsa. As ações das empresas elegíveis aptas a compor a carteira são referendadas por este conselho. O fundo também colabora para a viabilidade de iniciativas de caráter social ao destinar metade da taxa de administração a projetos e entidades, cuja indicação também cabe ao conselho consultivo.
Além da análise de risco e retorno das ações, os gestores do fundo levam em conta três aspectos fundamentais: Práticas Sociais, Práticas de Proteção do Meio Ambiente e Boas Práticas de Governança Corporativa. Zákia explica que, ao observar tais aspectos, o fundo contempla variáveis que dizem respeito às relações de trabalho, com a comunidade e com consumidores/clientes e à preocupação e os esforços dessas empresas no cuidado e proteção do meio ambiente. São avaliados também o grau de transparência e segurança na divulgação de informações sobre a empresa e a responsabilidade dos acionistas controladores perante os minoritários.
Para o vice-presidente executivo do Itaú e da Fundação Itaú Social, Antonio Matias, ao ofertar um fundo deste porte, o Itaú contribui para a consolidação do conceito de responsabilidade social corporativa na sociedade brasileira. "O fundo vem completar e reforçar nosso compromisso com a sustentabilidade dos melhores valores empresariais e o desenvolvimento social do País", afirma Matias. Alinhado com este compromisso, o Itaú mantém a Fundação Itaú Social e o Instituto Itaú Cultural, ambos comprometidos com o investimento na educação de qualidade para todos e na produção artística brasileira de amplo acesso pela sociedade brasileira, respectivamente. Lembrando que, recentemente, os Bancos Itaú e Itaú BBA aderiram aos Princípios do Equador, conjunto de práticas estabelecidas pela IFC, braço financeiro do Banco Mundial, que orienta a concessão de financiamento a projetos, observando a política social e de meio ambiente.