Porto Alegre, 18/10/2005 (Agência Brasil - ABr) - A juíza de Sapiranga (RS), Cristiane Tagliani Marques, decretou hoje a prisão preventiva de seis dos 12 policiais militares indiciados pelo Ministério Público gaúcho por envolvimento na morte do sindicalista Jair Antonio da Costa, ocorrida no dia 30 de setembro.
Tiveram prisão decretada o policial rodoviário estadual Valmir Antonio da Costa, identificado como autor do estrangulamento do sindicalista com um cassetete; o soldado José Paulo de Brito; os sargentos Marcos Antonio de Souza e Alexandre Aguillar Torres; o tenente Ademilson Gonçalves da Silva e o capitão da Brigada Militar Marlon Carvalho da Silva, que comandava a operação. O incidente aconteceu durante protesto de trabalhadores do setor calçadista, em Sapiranga, a cerca de 60 quilômetros de Porto Alegre, quando houve confronto entre policiais e manifestantes.
Os policiais se apresentaram espontaneamente no Comando Regional da Brigada Militar no Vale dos Sinos e foram encaminhados ao 4º Regimento de Polícia Montada. Os soldados e sargentos foram encaminhados ao Batalhão de Operações Especiais na capital gaúcha.
O pedido de prisão do comandante do Batalhão da Brigada Militar em Sapiranga, tenente-coronel José Paulo Silva, que não se encontrava na cidade no dia do evento, e de outros cinco policiais que se estavam no local, mas não participaram do incidente, não foi acolhido pela juíza.
Os policiais foram indiciados pelo Ministério Público por homicídio qualificado, caracterizado por motivo fútil, com emprego de tortura, asfixia e recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. A pena para esse tipo de crime vai de 12 a 30 anos de reclusão.
(Lupi Martins)