Porto Alegre, 10/11/2005 (Agência Brasil - ABr) - Os seis policiais militares acusados de envolvimento na morte do sindicalista Jair Antônio da Costa, ocorrida durante protesto de sapateiros em 31 de setembro, em Sapiranga, foram libertados hoje (10), na capital gaúcha. Jair morreu depois de ter sido estrangulado, algemado, com um cassetete pressionado no pescoço.
Os policiais estavam presos desde 18 de outubro, denunciados pelo Ministério Público estadual por homicídio qualificado, por motivo fútil e com emprego de tortura, asfixia e recursos que impossibilitaram a defesa da vítima. A pena varia de 12 a 30 anos de reclusão.
O grupo já havia sido solto por cinco dias em outubro, amparado por lei eleitoral, na semana do referendo sobre a proibição da venda de armas. A libertação foi determinada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, acolhendo habeas corpus impetrado pelos advogados dos militares.
Segundo a desembargadora Elba Aparecida Bastos, "não há elementos concretos que justifiquem a necessidade de prisão preventiva". Os acusados aguardarão o julgamento em liberdade.
Foram libertados Valmir Antonio da Costa, identificado como autor do estrangulamento do sindicalista; o soldado José Paulo de Brito; os sargentos Marcos Antonio de Souza e Alexandre Aguillar Torres; o tenente Ademilson Gonçalves da Silva; e o capitão da Brigada Militar Marlon Carvalho da Silva, que comandava a operação.
(Lupi Martins)