Brasília - Leia a íntegra do discurso do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, durante a cerimônia de assinatura do acordo de livre comércio entre os países membros do Mercosul (Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) e a Comunidade Andina das Nações (Colômbia, Equador e Venezuela), realizada durante a 13ª Reunião do Conselho de Ministros da Associação Latinoamericana de Integração (ALADI), em Montevidéu, no Uruguai.
"Eu não queria deixar passar este momento, em meu nome e no dos meus colegas Ministros do Mercosul, para salientar a importância histórica desse acordo, juntamente com aquele que firmaremos também, em definitivo, com o Peru.
A presença do Secretário-Geral da ALADI e do Presidente do Comitê de Representantes Permanentes, Presidente Eduardo Duhalde, valorizam ainda mais esta cerimônia.
Creio que estamos dando um passo da maior importância para fazer da América do Sul uma área de livre comércio. Isso será a base para constituição de uma Comunidade Sul-Americana de Nações, que tem de se desenvolver também institucionalmente.
Queria dizer também que este ato culmina um esforço de todos nós, de todos os países envolvidos, que soubemos demonstrar as flexibilidades necessárias em prol de um projeto maior, que é a nossa integração.
Quero também salientar o que já foi mencionado hoje aqui, em vários discursos, que não há nenhuma contradição - pelo contrário, há uma complementaridade - entre esse passo que damos na integração sul-americana e o objetivo maior da integração latino-americana e caribenha; a presença do México e de Cuba entre nós e a perspectiva de termos com eles também acordos
de livre comércio semelhantes nos anima a pensar numa América Latina verdadeiramente forte, verdadeiramente desenvolvida, com muito mais capacidade para negociar nos foros internacionais.
Quero, portanto, em nome dos meus colegas do Mercosul e em nome do Governo brasileiro, dizer da emoção deste momento em que damos um passo de grande significado no processo de integração sul-americana e latino-americana."
(Montevidéu, 18 de outubro de 2004)
Com informações do Ministério das Relações Exteriores