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Lula: Brasil não pode parar e vai continuar crescendo

Publicado em 06.09.2004 por Agência Brasil

Gabriela Guerreiro

Repórter da Agência Brasil


Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou hoje os resultados alcançados pela economia nas últimas semanas durante o programa quinzenal de rádio "Café com o Presidente".

Segundo o presidente, o crescimento do país já está consolidado e o governo já pensa em 2005. "O Brasil não pode parar. Nós vamos continuar crescendo, vamos continuar exportando mais, o mercado interno está consumindo mais e isso é muito bom", afirmou. Segundo Lula, os investimentos em infra-estrutura são uma das prioridades para o ano que vem.

Lula ressaltou, em especial, o crescimento de 4,2% do Produto Interno Bruto (PIB) acumulado no primeiro semestre deste ano em relação ao ano passado. Na opinião do presidente, os resultados que o Brasil está colhendo agora são fruto da política econômica implementada desde o início do seu governo. "Às vezes, demora um ano para começar a funcionar. Então, nós estamos colhendo o que nós plantamos, e vamos colher mais. Eu, particularmente, estou convencido de que nós vamos ter um crescimento sustentável", afirmou Lula.

O presidente disse que evitou comentar os números positivos da economia divulgados na semana passada para não passar apenas "euforia" ao povo brasileiro. Segundo Lula, o desejo do governo é que as pessoas percebam naturalmente que o país está no caminho certo. "Nós não queremos fazer mágica, porque já foi feito nesse país. Esse país já acordou um dia achando que era Primeiro Mundo e três dias depois era Terceiro Mundo. Nós não temos porque não dizer a verdade pro povo, a cada minuto, a cada hora, a cada dia. Muitas vezes, a verdade não é o que as pessoas querem ouvir, mas é o melhor: é o melhor pro governo, é o melhor pra quem fala e é o melhor pra quem ouve. Nós agora temos que aproveitar esse momento", enfatizou.

Na avaliação do presidente, o país começa a construir um novo "contrato social" que vai permitir ao país crescer de forma harmônica, com distribuição de renda. "Nós estamos vivendo um momento muito bom porque, quando pego o jornal e vejo que o movimento sindical dos trabalhadores e o movimento sindical dos empresários, no caso CUT e Fiesp, se encontram e começam a discutir a possibilidade de construção de um acordo para apresentar, para discutir com o governo, é tudo que eu acho que deva acontecer no Brasil: a construção de um novo contrato social".

(Gabriela Guerreiro)

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