Rio, 29/9/2003 (Agência Brasil - ABr) - As duas empresas internacionais que detém, no Brasil, o monopólio da venda de insumos e equipamentos de reposição utilizados em hemodiálises praticam preços mais altos que nos próprios países de origem. A denúncia foi feita hoje, no Rio de Janeiro, pelo ministro da Saúde, Humberto Costa. Segundo ele, o ministério da Saúde destina, no orçamento, R$1,05 bilhão para os gastos com a hemodiálise, no atendimento a 60 mil pessoas.
De acordo com Humberto Costa, essa é uma área que interessa muito ao Ministério da Saúde, no sentido de que as ações de prevenção, que já são feitas para os hipertensos e diabéticos, possam se associar à possibilidade de gerar condições para "o mínimo de competitividade, no Brasil, pelo menos para os equipamentos de reposição".
O ministro disse ainda que pretende direcionar recursos do orçamento do ministério da Saúde para investir na área de desenvolvimento da ciência e da tecnologia, com a perspectiva de, ao longo dos quatro anos do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva mudar o atual quadro, o qual considera "muito comprometedor para um país que se pretende soberano".
(Cristina Indio do Brasil)