A MTV começou a transmitir uma nova série de vinhetas por meio da campanha social Pacto MTV 2004. Este ano, a iniciativa passou a contar com o apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e da Agência de Notícias dos Direitos da Infância (Andi) no trabalho de temáticas que colaboram com a responsabilidade social na TV. Agora, a emissora está veiculando opiniões de jovens e adolescentes sobre violência.
A escolha do tema se baseou em dados do relatório A Voz dos Adolescentes, publicado pelo Unicef em 2002. Segundo a pesquisa, mais de 80% da população adolescente acha o Brasil um país violento. Entre as meninas, 84,4% tem essa opinião, e 78,6% dos meninos concordam. As mulheres e os indígenas são os grupos que mais se mostraram temerosos.
Pesquisas realizadas pela emissora, juntamente com Ibope/Planview, revelam que, no período de abril de 2003 a janeiro de 2004, o Pacto MTV atingiu mais de 31 milhões de pessoas em todo o país. Neste universo, quase nove milhões e meio de telespectadores têm entre quatro a 17 anos.
Segundo Mauro Dahmer, Jornalista Amigo da Criança e responsável pela produção do Pacto, a MTV tem interesse em trabalhar com o lançamento de bandas ou músicas e, ao mesmo tempo, levantar temas que permeiam a vida do jovem de hoje. "A gente aposta na construção de uma juventude que lide melhor com as complexidades da sociedade moderna, que lide com esses dois lados, pense em rock e na política. Crie seus espaços de discussão e cidadania e ao mesmo tempo seja algo divertido", explica.
Entenda o Pacto MTV
O Pacto MTV foi criado em abril do ano passado em favor de uma formação mais cidadã da juventude brasileira. A emissora, que sempre trouxe temáticas polêmicas para sua programação, como a guerra do Iraque ou o "apagão", resolveu veicular mini-programas e vinhetas de campanhas sobre os principais problemas das crianças e dos adolescentes do país.
Durante 2003, o Pacto apresentou temas como ética e cidadania, Aids, violência, eleições, esporte, droga e educação. A campanha também veiculou vinhetas em defesa dos direitos das crianças e dos adolescentes. Entre as abordagens estavam o Estatuto da Criança e do Adolescente, exploração sexual comercial e trabalho infantil doméstico. Foram 2.334 inserções no ar, atingindo 68,48% da audiência.