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Nilmário defende marco legal para proibir crédito de escravocratas em bancos privados

Publicado em 29.01.2005 por Agência Brasil

Aloisio Milani

Enviado especial


Porto Alegre Durante participação no Fórum Social Mundial, o ministro Nilmário Miranda, da Secretaria Especial de Direitos Humanos, defendeu a aprovação de uma resolução no Conselho Monetário Nacional (CMN) para proibir o crédito a empresários e fazendeiros que forem flagrados com trabalho escravo. Atualmente, a "lista suja" do trabalho escravo só proíbe os empréstimos em bancos públicos.

"Precisamos aprovar uma resolução no CMN [responsável por regular o setor de crédito]

para que nenhum banco privado possa emprestar dinheiro para empresas que possuem mão-de-obra escrava", disse.

Nilmário Miranda fez um balanço das ações de trabalho escravo no país e disse que considera a "lista suja" um instrumento decisivo dentro do plano nacional de erradicação do problema. "São 166 empresários ou empresas denunciadas. Essas pessoas não têm mais acesso a crédito do Banco do Brasil, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, Banco da Amazônia, Banco do Nordeste e não terão na nova Sudene e Sudam."

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