A destinação do lixo é um problema constante em quase todos os municípios do País, apesar de ser mais "visível" nas grandes cidades. Com o objetivo de contribuir para a adequada destinação dos resíduos sólidos e o bem estar da sociedade, os alunos da Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Alvares Penteado (Faap) acabam de desenvolver uma máquina compactadora de lixo para minimizar os impactos ao meio ambiente e reduzir os volume de lixos concentrados em aterros sanitários.
A máquina serve para compactar resíduos secos (não-orgânicos) como plásticos, metais e papéis. "O grande diferencial desse projeto é que o equipamento é destinados para usuários como pequenas empresas, estabelecimentos comerciais, condomínios residenciais e cooperativas de catadores de lixo. Hoje, só existem, praticamente, os compactadores industriais similares", explica o coordenador do projeto e do curso de Engenharia Mecânica, Prof. Nicola Getschko.
O modelo da máquina foi projetado para ser pequeno e pode ser operado por qualquer pessoa. Além disso, o compactador tem capacidade de coletar 25 litros de resíduos e diminuir o volume do lixo em 95%. Essa operação pode ser realizada em apenas 13 segundos com uma força de compactação máxima de seis toneladas.
Pesquisa sobre o mercado
"Atualmente, a coleta seletiva e a reciclagem de resíduos são soluções indispensáveis para o bem estar da população", comenta o Prof. Getschko, que realizou uma pesquisa sobre o setor de reciclagem. O levantamento constatou que em um container - de quatro metros cúbicos - podem ser colocadas oito mil latas de refrigerantes em seu tamanho original e com uma massa total de 116 quilos. O preço de retirada desse material gira em torno de R$ 150 por container, o que corresponde ao valor de R$ 1,30 por quilo. "Esse resultado exemplifica o sub-aproveitamento do container, no que diz respeito ao peso do transporte. Em contrapartida, utilizando o mesmo material compactado, o container pode comportar cerca de 1.100 quilos de latas, o que reduziria o custo de transporte para R$ 0,13 o quilo", conclui o professor.