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OIT: em 2001, mais de 1,3 milhão de pessoas morreram por acidentes de trabalho

Publicado em 28.07.2004 por Agência Brasil

Bianca Estrella

Repórter da Agência Brasil


Brasília Atualmente vários problemas de saúde acometem trabalhadores brasileiros. De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em 2001, mais de 1,3 milhão de pessoas morreram por acidentes de trabalho em todo mundo, o dobro das mortes em conflitos armados no mesmo período 650 mil vítimas.

O contato com substâncias perigosas como produtos químicos e radioativos contaminou, em 2001, 340 mil pessoas. Na construção civil, um dos setores campeões em acidentes de trabalho, o contato com o amianto foi responsável pela morte de 100 trabalhadores, em 2001.

Segundo o diretor do Departamento de Regime Geral de Previdência Social, Geraldo Arruda, o uso do amianto é tão prejudicial à saúde que foi banido na Europa. "O amianto é uma fibra mineral que causa cicatrizes no pulmão e gera dois tipos de câncer pulmonar. O Brasil está disposto a discutir esse tema para resolver esse problema no nosso país também", explica Arruda.

Estima-se que o Brasil perde de 2,3% a 4% do seu PIB com mortes e acidentes de trabalho. O Ministério da Previdência Social, por exemplo, destinou, em 2003, R$ 8,2 bilhões com pagamento de benefícios acidentários e aposentadorias especiais, contra R$ 7,2 bilhões em 2002.

Ainda segundo a pesquisa da Previdência Social foram registrados 388 mil acidentes de trabalho em 2002. Desse total, quase 83% correspondem a acidentes típicos - acontecem durante o trabalho, dentro da empresa. Outros 12% foram acidentes de trajeto, ocorridos no deslocamento do trabalhador na ida ou na volta do trabalho. Os 5% restantes resultaram de doenças do trabalho, em conseqüência do exercício da atividade profissional.

No Estado de São Paulo, ainda segundo dados do anuário, foram registrados 39,2% do total de acidentes do País, fato que pode ser explicado pela maior concentração de empregos formais, em razão do desenvolvimento industrial e da agroindústria. Entretanto, na relação entre quantidade de acidentes e total de trabalhadores nas empresas, o Estado de Santa Catarina é o campeão: a cada 100 trabalhadores catarinenses, 2,6 sofreram algum acidente em 2002. No Rio Grande do Sul, a relação é de 2,4 trabalhadores acidentados por grupo de 100, enquanto em São Paulo a relação é de 2,2.

Entre os acidentes mais comuns, estão os que prejudicam punhos e mãos. Eles responderam por 34,2% do total registrado. São ferimentos, fraturas, traumatismos superficiais, luxação, queimaduras, traumatismo de músculos e outros casos provocados, em sua maioria, pelo mau uso das máquinas e, também, pela obsolescência dos equipamentos.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), a falta de segurança no trabalho mata mais do que as drogas e o álcool juntos. Os setores que apresentam menores condições de segurança em todo o mundo são a agricultura, a construção civil e a mineração.

Ontem (27) comemorou-se o Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho.(Bianca Estrella)


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