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Padrões de uso de energia dos fornos elétricos comerciais estão em debate

Publicado em 07.02.2012 por Maxpress

Os padrões de uso de energia e segurança dos fornos elétricos comerciais estarão em debate aberto ao público pela internet até 12 de março, por meio de uma consulta pública do Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro). O programa tem caráter estratégico para o setor panificador, tendo em vista que fornos mais eficientes podem representar até 30% a menos de consumo de energia elétrica. A exemplo do que já ocorre com refrigeradores, condicionadores de ar, veículos e edifícios, a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia é uma forma de estimular o setor industrial a produzir equipamentos de padaria mais eficientes.

Esses equipamentos são usados em 80% das quase 63 mil padarias do País e são responsáveis por cerca de 15% dos custos de manutenção dos estabelecimentos que, em sua maioria (cerca de 96%), são pequenas empresas.

Setor - A criação de um programa de etiquetagem de fornos elétricos de padaria foi proposta pelo setor de panificação e organizada pelo Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Duas organizações, a Associação Brasileira da Indústria de Equipamentos para Panificação, Biscoitos e Massas Alimentícias (Abiepan) e a Associação Brasileira da Indústria da Panificação e Confeitaria (Abip), fizeram uma pesquisa sobre a importância de melhorar essas máquinas. “O novo programa pode beneficiar não apenas os empresários, mas principalmente o bolso dos consumidores, já que o custo de fabricação dos pães pode ser bastante reduzido”, afirma o coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem do Inmetro, Marcos Borges.

De acordo com o estudo, o gasto médio mensal de energia de uma padaria é de R$ 2.038 (pequeno porte), R$ 6.147 (médio) e R$ 10 mil (grande). Extrapolando os valores médios de consumo energéticos para todas as padarias do País, o estudo chegou a um valor de 5,28 bilhões KW/ ano, considerando o mapeamento de 53 mil padarias, feito anteriormente pela instituição. Em mapeamento posterior, a Abip levantou o número de 63 mil padarias, o que elevaria ainda mais a estimativa total do consumo energético das padarias. Na mesma pesquisa, levantou-se também que cerca de 75% das padarias utilizam fornos elétricos.

Segurança - A proposta em debate leva em conta também os seguintes requisitos de segurança: limite de temperaturas máximas do aparelho e do ambiente; simulação de uso para avaliar se desgastes comprometem a segurança; possibilidade de acesso às partes perigosas; riscos de incêndio e danos mecânicos durante o funcionamento; e proteção contra choque elétrico.

Além de influenciar a decisão de compra de quem vai adquirir o forno, o programa tem o objetivo estimular o desenvolvimento de equipamentos e a substituição gradual dos mais antigos. Hoje, 70% dos fornos elétricos em operação têm mais de oito anos de uso.

Instituto revisa selo de eletrodomésticos

O Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), do Inmetro, está revisando os níveis de eficiência energética de geladeiras, fogões, fornos e ar-condicionado. A classificação atualizada estará disponível para o consumidor a partir de janeiro de 2013, quando os produtos da atual classe “E” não poderão mais ser vendidos.

Com a atualização, a estimativa é de que aproximadamente 40% dos aparelhos domésticos, apenas, permaneçam como “A”. Atualmente, cerca de 80% dos aparelhos domésticos estão na classificação “A”. O Inmetro faz periodicamente revisões dos programas, induzindo a indústria a melhorar os aparelhos. A revisão ocorre, em média, a cada quatro anos ou quando a quantidade de produtos “A” e “B” alcança um número excessivamente alto no mercado.

Ao trocar aparelhos de baixa eficiência, aqueles classificados como “E”, pelos de menor consumo, os que têm classe “A”, é possível economizar mais de R$ 600 por ano na conta de luz. O valor foi calculado levando em conta a economia que pode ser feita com a troca de diferentes aparelhos, dentro da nova classificação de eficiência. Nos novos padrões, os eletrodomésticos terão que consumir entre 3% e 5% menos energia para receber a nota máxima de avaliação. Quem comprar um aparelho mais eficiente (“A”) poderá ter economia acima de 10%.

Selo - O PBE começou em 1984 para promover a fabricação de produtos mais econômicos e de menor impacto ambiental. Somente os programas de refrigeradores e condicionadores de ar são responsáveis por uma economia de energia de pelo menos R$ 2,4 bilhões, desde aquele ano. Hoje, os refrigeradores, por exemplo, são 60% mais eficientes do que há dez anos.

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