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Patrimônio Cultural Brasileiro

Publicado em 07.05.2008 por Ministério da Cultura

O Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, sediará a próxima reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), no dia 15 de maio, às 15h. Em pauta, o pedido de registro do modo artesanal de fazer queijo Minas como Patrimônio Cultural Imaterial brasileiro e também será votado o tombamento da Casa de Chico Mendes, na região seringueira de Xapuri, no Acre.

Bem imaterial - O processo de registro de patrimônio imaterial do modo de fazer queijo de Minas reúne extenso trabalho de inventário e pesquisa realizado em toda a região do Serro, Serra da Canastra e Serra do Salitre, tradicionais pólos de produção queijeira. O inventário identificou os principais produtores artesanais da região, reuniu acervo audiovisual e escrito sobre a prática e catalogou as etapas de fabricação daquele tipo de queijo feito com leite cru.

A metodologia desenvolvida pelo Iphan para a identificação e catalogação desses bens imateriais é o Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC). Com o INRC é possível documentar aspectos da vida social que podem ser considerados referências de identidade para um grupo ou uma comunidade. Ele reúne uma série de materiais multimídia que catalogam as práticas da cultura estudada.

O objetivo do processo é, além de fazer o registro histórico desse modo de produção, fomentar a sua atividade e o seu desenvolvimento econômico. Para isso, irão se desenvolver políticas de promoção, como incentivo à pesquisa e à associatividade, além da criação de estratégias de divulgação.



Tombamento
- A Casa de Chico Mendes situa-se no município de Xapuri, ao norte de Rio Branco, no Acre. Foi lá, em sua própria casa, que morreu assassinado, em 1988, Francisco Alves Mendes Filho, seringalista e famoso líder sindical da Amazônia. O imóvel guarda, hoje, uma sala de memória história de suas ações pela preservação da floresta e em prol dos trabalhadores rurais, índios e seringueiros. A singela construção de madeira, pintada de azul turquesa, guarda um acervo de seus objetos pessoais, inclusive a cadeira onde ele morreu por um tiro de espingarda, após sucessivos atentados encomendados por fazendeiros locais.

O Museu de Artes e Ofícios fica na Praça Rui Barbos, s/n - Centro - Belo Horizonte. Telefone: (31) 3248-8600. Saiba mais no site .

(Fonte: Ascom/Iphan)



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