Os grandes vencedores das categorias Educacional e Meios de Comunicação, da quinta edição do Prêmio de Inclusão Social Saúde Mental, foram, respectivamente, o Projeto Vivendo e Reaprendendo e as reportagens do jornalista Léo Sant´Anna, da TV SBT, de Porto Alegre.
Os vitoriosos das quatro categorias (Clínica, Educacional, Defesa dos Direitos e Meios de Comunicação) da premiação foram anunciados na última quinta-feira, em evento solene, da indústria farmacêutica Eli Lilly do Brasil, com o apoio da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Cada um recebeu a quantia de R$ 20 mil.
O prêmio tem como objetivo principal reconhecer, divulgar e incentivar atuações valiosas voltadas à inclusão social de portadores de esquizofrenia, transtorno bipolar e depressão, assim como estimular a criação de novos projetos em todo o território nacional, que visem à reintegração social dessas pessoas.
A Comissão Julgadora do prêmio foi composta por renomados profissionais de diversas áreas, sob a presidência do psiquiatra Miguel Roberto Jorge, professor da Universidade Federal de São Paulo e ex-presidente da ABP. O conselho curador é formado pelo presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Josimar França; pelo presidente da Eli Lilly do Brasil, Gaetano Crupi, e por Mônica Serra, primeira dama do Estado de São Paulo.
Conheça um pouco sobre os vencedores de Porto Alegre:
Projeto Vivendo e Reaprendendo
Centro de Prevenção e Intervenção nas Psicoses
Porto Alegre, RS
Formado por voluntários como artistas plásticos, artesões, aposentados etc, o Vivendo e Reaprendendo é um espaço para reabilitação social. Atende portadores de transtornos psíquicos graves, tais como esquizofrenia e transtorno bipolar, encaminhados por postos de saúde, hospitais psiquiátricos e consultórios particulares. As atividades do projeto tiveram início, em 1999, com radioterapia, artesanato e aulas de dança.
Léo Sant´Anna
TV SBT Canal 5
Porto Alegre, RS
São três reportagens. A primeira é sobre a questão dos doentes mentais nas ruas e a grande procura por albergues municipais. A segunda trata da superlotação dos hospitais psiquiátricos conveniados ao SUS, fato decorrente do aumento da procura de leitos para desintoxicação de dependentes químicos (quase 50%). Já a última faz um retrospecto sobre a questão da psiquiatria nos grandes manicômios. www.premiodeinclusao.com.br.