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Preencher lacuna deixada pelos Estados Unidos no mercado de carne é processo lento, diz especialista

Publicado em 09.01.2004 por Agência Brasil

São Paulo, 9/1/2004 (Agência Brasil - ABr) - O vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira e presidente da Câmara Setorial Paulista da Carne Bovina, Cesário Ramalho, disse que ocupar os espaços deixados pelos Estados Unidos no mercado internacional em função do mal da vaca- louca, como Japão e Coréia do Sul, por exemplo, envolveria um processo muito lento, lembrando que há dois anos o Brasil vem tentando negociar uma cota de exportação para os Estados Unidos.

Todos esses países fazem sérias restrições à entrada do produto brasileiro porque não aceitam o programa de defesa sanitária desenvolvido no Brasil. Mesmo não correndo o risco da vaca-louca por alimentar o gado apenas com pastagem, o país só consegue estar livre da febre aftosa com campanhas de vacinação.

Na estimativa de Ramalho, as vendas ao exterior continuarão evoluindo de acordo com a produção, em torno de 3 a 4% ano. Ele observou ainda que o mercado japonês vem substituindo a carne americana com importações da Austrália. Na liderança mundial em exportações no setor, o Brasil enviou, no ano passado, remessas que alcançam US$ 1,5 bilhão relativas a uma quantia de 1,2 milhão de toneladas, sendo cerca de 70% da produção concentradas no Estado de São Paulo. Ontem, em reunião da Câmara Setorial, da qual o líder pecuarista participou, ficou decidido a apresentação em dez dias de um conjunto de estratégias que possam permitir o aumento das vendas externas.

Com duas etapas de campanhas anuais de combate à aftosa, em maio e novembro, São Paulo tem conseguido manter o rebanho livre da aftosa e há oito anos não registra nenhum foco. Na última campanha, foram imunizadas 14,3 milhões de cabeças com uma cobertura de 99,42%.

(Marli Moreira)


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