Tecnologias sociais que representem soluções efetivas de transformação social, aplicadas com sucesso em uma determinada comunidade e que possam ser reaplicadas, em escala, em outras regiões do país. É isso o que procura identificar o III Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. A participação no concurso é aberta a ONGs, prefeituras, universidades e empresas que desenvolvam tecnologias para o desenvolvimento sustentável.
Os trabalhos inscritos devem estar voltados à resolução de problemas nas áreas de alimentação, educação, energia, meio ambiente, geração de renda, saúde, habitação, agricultura familiar, ou ainda, inseridos em duas categorias especiais deste ano: recursos hídricos e direitos da criança e do adolescente. Serão oferecidos oito prêmios de R$ 50 mil às tecnologias finalistas. Uma comissão analisará os trabalhos inscritos, certificando os que efetivamente constituem tecnologias sociais. Estes passarão a integrar o Banco de Tecnologias Sociais, um cadastro digital que permite a partilha dos produtos, técnicas e metodologias certificadas.
Os oito melhores trabalhos receberão o prêmio em dinheiro para aplicar na própria tecnologia, buscando seu aprimoramento e expansão. Serão escolhidos cinco trabalhos desenvolvidos por instituições sem fins lucrativos e um desenvolvido por empresa privada. Outros dois prêmios serão concedidos aos melhores nas duas categorias especiais. As inscrições devem ser feitas pelo site www.tecnologiasocial.org.br até o dia 30 de junho. A premiação bienal conta com apoio da Petrobrás, da Unesco e da Pricewaterhousecoopers. Já foram contempladas com o Prêmio 10 tecnologias sociais. Um dos premiados na edição de 2003, o Sistema Mandala de Irrigação Alternativa, desenvolvida pela agência Mandalla, é um exemplo de sucesso, já replicado em 147 unidades. A metodologia também é utilizada pelo Centro de Desenvolvimento do Jovem Rural (Cedejor) de Santa Cruz do Sul, em parceria com a Escola Municipal de Ensino Fundamental Felipe Becker.