Enviar

Presidente da CUT condena ações de violência contra o Congresso

Publicado em 06.08.2003 por Agência Brasil

Brasília, 6/8/2003 (Agência Brasil - ABr) - O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Luiz Marinho, condenou hoje as ações de violência praticadas contra o Congresso Nacional e fez um apelo para que o grupo que provocou o tumulto não repita o comportamento na próxima manifestação contra a reforma da Previdência, marcada para o dia 19 de agosto.

"Eu quero recomendar que esse senhores e senhoras, por favor, não atrapalhem as próximas manifestações. No próximo dia 19 teremos manifestação organizada pela CUT, exatamente entre a votação do segundo turno e a ida para o Senado, e esperamos não voltar a ter esse tipo de comportamento para manchar uma festa democrática, que é a participação legítima de trabalhadores e trabalhadoras numa manifestação", afirmou Marinho.

Ele disse que a CUT não pode impedir a participação de nenhum setor da sociedade em manifestações, mas reiterou a recomendação para que ninguém repita o comportamento de hoje. "Ao invés de ajudar, atrapalha", resumiu. Segundo Marinho, a manifestação, como um todo, foi pacífica, e foi necessária para que os servidores pudessem demonstrar seu descontentamento com as mudanças no sistema previdenciário.

Luiz Marinho voltou a criticar o texto do relator, deputado José Pimentel (PT-CE), e disse que a CUT vai continuar pressionado os parlamentares para que modifiquem a reforma durante a votação dos destaques. Além disso, os sindicalistas também pretendem iniciar as cobranças sobre os senadores - que vão votar a reforma depois de aprovada na Câmara. "A reforma não terminou. Há votação dos destaques, e depois vamos para o Senado. A direção do Senado disse que não vai permitir que os governadores legislem no Senado, e é exatamente isso que nós vamos querer discutir com os senadores", adiantou.

A principal reivindicação da CUT é a retirada do redutor de 5% sobre o benefício dos servidores que se aposentarem antes da idade mínima. Marinho e outros líderes da CUT participam, no Palácio do Planalto, de reunião com os ministros José Dirceu, chefe da Casa Civil, e José Viegas, da Defesa, para discutir a fusão das empresas aéreas Varig e TAM.

Gabriela Guerreiro e Nelson Motta


Reprodução do conteúdo

Esta página foi publicada originalmente por Agência Brasil em 06.08.2003 e pode ser reproduzida livremente. Para isso, cite sempre sua fonte original e, se possível, coloque um link para o agregario.com.
Quem SomosPolítica de Privacidade