Rio de Janeiro - Os formados nas 14 profissões de níveis superior e técnico da área de saúde brasileira poderão trabalhar oficialmente na Argentina, no Uruguai, no Paraguai e na Venezuela. Assim com os profissionais destes outros países terão o mesmo benefício no Brasil.
Agora é reconhecida, nos países que formam o
Mercosul, a Matriz Mínima, um documento emitido pelo Ministério da
Saúde de cada país que garante o direito do profissional exercer sua
formação nesses países.
O Ministério da Saúde está elaborando uma
cartilha de orientação de como tirar o documento.
Segundo a diretora do Departamento de Gestão e
Regulação do Trabalho do Ministério da Saúde, Maria Helena Machado, o
único país que faltava reconhecer juridicamente a Matriz Mínima era o
Uruguai, que concluiu este processo recentemente. Agora, o documento
passa a ser obrigatório para o profissional de saúde trabalhar nos
outros quatro países.
“É um documento do Mercosul para o Mercosul e para os
profissionais que atuam no bloco econômico. É um avanço grande e vai
permitir que a gente tenha mais controle e fiscalização desses
profissionais que estão em trânsito e trabalhando na esfera do
Mercosul”, disse Maria Helena.
Maria Helena disse também que os países membros do
Mercosul assinaram um documento em 2005 para diminuir a burocracia que
impede um maior trânsito de profissionais entre esses países.
O
documento estabelece um prazo de dez anos para que o diploma tirado em
qualquer país do bloco seja reconhecido nos cinco países. Enquanto
isso, a Matriz Mínima cumpre este objetivo.
“No futuro, a ideia é que a gente tenha uma formação
convalidada. Ou seja, que o profissional formado em um desses países
tenha formação equivalente, e que o diploma de qualquer um desses
países tenha validade no Mercosul.
"Mas esse ainda é um processo em
construção”, afirmou.
Ela disse ainda que os principais beneficiados no
país com essa unificação serão os profissionais dos municípios que
fazem fronteira com países do Mercosul. No próximo sábado (1º),
representantes dos ministérios da Saúde e do Trabalho vão discutir
estas questões no 18º Congresso Internacional de Odontologia, que será
realizado no Rio de Janeiro.