O Primeira Infância Melhor, programa prioritário da Secretaria da Saúde que busca o desenvolvimento integral da criança até os seis anos de idade, mais uma vez está chamando a atenção de outros estados brasileiros. Depois do Rio de Janeiro, autoridades ligadas ao PIM estão embarcando para São Paulo, como convidadas para fazer apresentações sobre o programa, que já assume os status de modelo tipo exportação. Também há o interesse do Espírito Santo, que vem fazendo seguidos contatos com a secretaria gaúcha e possivelmente deve agendar um encontro. Quem também buscou informações foram o Paraná e Minas Gerais.
Nesta quarta-feira, 19, a coordenadora estadual do programa, Leila Almeida, estará na Fundação Orsa (São Paulo), falando a respeito da iniciativa e seus resultados. Essa entidade é renomada por suas ações públicas em busca da melhoria da qualidade de vida das comunidades, dispensando atenção especial à nutrição, humanização do atendimento, oncologia infantil, saúde bucal e dependência química.
Entre outros dados, Leila vai contar que hoje já são 217 os municípios gaúchos habilitados pelo Primeira Infância Melhor, com 1.498 visitadores. As famílias beneficiadas somam 37.450 e, as gestantes, 4.494. As crianças atendidas totalizam 56.175.
Desde sua implantação, em 2003, o PIM tem sido um dos pilares básicos para a redução da mortalidade infantil no Rio Grande do Sul. Naquele ano, o coeficiente se aproximava dos 16 óbitos para cada mil nascidos vivos, número que foi reduzido para 13,1, no final de 2006.
No feriado de 20 de setembro, Leila Almeida e também o secretário da Saúde, Osmar Terra, participarão do 1º Workshop Internacional sobre Desenvolvimento Infantil e Alternativas de Intervenção, a convite da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que também é voltada a programas de atenção à criança.
Leila Almeida ficou encarregada de apresentar o PIM no painel Estratégias de envolvimento da família para melhor cuidado à criança de 0 a 3 anos, enquanto, simultaneamente, Osmar Terra participará de outro painel, intitulado Estratégias de formação de lideranças locais e de políticas públicas para a sustentabilidade de programas de atenção a crianças de 0 a 3 anos.
Além de outros estados, o programa já foi apresentado em Cuba, México, Estados Unidos, Canadá, Venezuela e Colômbia.