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Oi,
Projeto de lei cria mercado para animação nacional.
O tempo não para, mas no Brasil:
" É devagar é devagar devagarinho "
Após o texto abaixo:
Contatos e lista com o e-mail de todos os deputados da " Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática - CCTCI."
Mais informações sobre o projeto e a audiência pública, que será realizada na próxima 3ªfeira, dia 6/11/2007, às 14:30 no plenário da comissão de Comunicação, Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
Leia, divulgue e entre em contato com os deputados, envie sua opinião, críticas e sugestões.
Divulgue, participe, precisamos caminhar !
Um abraço,
Carlos R. S. Moreira ( Beto )
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Fonte:
http://www.usp.br/educomradio/noticias/noticia2.asp?cod_not=753
15/2/2004
Projeto de lei cria mercado para animação nacional
Em vez de Yu-Gi-Oh!, DragonBallZ e BeyBlade, desenhos da Turma da Mônica,
versões animados das histórias de Monteiro Lobato, ou talvez adaptações de
Ana Maria Machado. Se depender do Projeto de Lei 1821/03 do deputado federal
Vicentinho (PT-SP), o diletantismo forçado dos animadores brasileiros pode
estar com os os dias contados.
O texto do projeto, que será analisado nos próximos meses pela Comissão de
Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, e tem Íris Simões (PTB-PR)
como relator, estabelece que as emissoras dos canais pagos e da TV aberta
deverão exibir desenhos animados produzidos no Brasil. No primeiro ano de
vigência da lei, se aprovada, 10% da programação de desenhos deverá ser
composta por animações brasileiras, percentual que deve aumentar 10 pontos a
cada ano, até alcançar 50% no quinto ano de vigência da lei.
"Percebi que meus filhos só assistiam a desenhos japoneses e americanos, que
muitas vezes são violentos e alienantes, e refletem apenas a cultura de seus
países. O projeto quer resgatar a cultura brasileira para nossas crianças, e
dar liberdade para a criatividade dos animadores, desde que as produções
estimulem uma cultura de paz, promovam a solidariedade e combatam
preconceitos de qualquer tipo", explica Vicentinho.
Para se encaixar nos padrões de conteúdo imaginados pelo autor do projeto, o
desenho animado deverá conter princípios éticos, morais e de cidadania,
refletir a cultura nacional e regional, entre outros temas politicamente
corretos. Para ser classificado como "produção nacional", o desenho deverá
empregar em sua produção profissionais que morem no Brasil, ser criado por
roteirista brasileiro ou produzido por empresa ou organização sediada e
operando no País.
A notícia foi bem recebida no círculo dos animadores. Para Marcos Magalhães,
diretor do festival de cinema de animação Anima Mundi, o projeto precisa ser
melhorado para se adaptar à realidade brasileira, mas é uma boa notícia não
só para os animadores, mas também para as crianças. "A animação é uma
linguagem muito próxima da criança, e todos os animadores que produzem já
fizeram algo para este público, há uma ligação forte com o universo
infantil", recorda. Para ele, estimular a produção nacional está longe de
ser uma utopia, desde que haja vontade política e participação ativa da
sociedade. "É importante considerar que a animação é um setor estratégico,
não só da cultura nacional. A França vivia uma situação similar ao Brasil.
Em uma cultura tão forte como a francesa, a sociedade estava preocupada com
as crianças, que assistiam apenas a desenhos animados americanos e
japoneses. A sociedade realizou um grande esforço para mudar o cenário,
criando várias medidas de proteção, organização e incentivo ao cinema de
animação. Hoje a França é um dos grandes produtores mundiais de animação, e
as crianças assistem a uma boa parte de animação francesas. De 12 anos para
cá, a França virou potência, com produção de séries de TV, longa me