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Projeto Educação pela paz Chegará às Escolas do Estado de PE

Publicado em 21.11.2007 por Pauta Social

Paz. Uma palavra que precisa ser repetida. Repetida e entendida, incorporada. Um substantivo que também pode e deve ser um verbo. Do dicionário Aurélio, Pazear. "E todo mundo sabe que não pode existir verbo sem ação. Então, é preciso nos movimentarmos para estabelecer uma cultura de paz", afirma o cordenador nacional do Movimento Internacional pela Paz e Não Violência (Movpaz), Clóvis Nunes, que inaugurou na última terça-feira, 20, no Espinheiro a Casa da Paz e - pouco antes - teve um encontro com o Governador Eduardo Campos para promover a VII Caminhada pela Paz, que acontece domingo em Boa Viagem.

Em um estado com uma taxa de homicídios de quase 50 mortes violentas intencionais para cada 100 mil habitantes, falar em construção de cultura de paz pode parecer, de imediato, um pouco utópico ou, mesmo, algo superficial. Distante da realidade. Inútil. Pode parecer só mais um"blábláblá" para uma sociedade pós-Tropa de elite que parece clamar por uma polícia mais repressiva. A motivação é violenta porque o cenário é violento. Essa é a nossa cultura. A cultura da violência. É a que aprendemos na escola, o que assistimos na televisão. Vivemos com a banalização e espetacularização da violência. E só conseguiremos descontruir uma cultura, construindo outra a partir de valores humanos e éticos", explica Clóvis.

Do encontro com o governador, Clóvis recebeu o apoio para implantar, a partir de 2008, nas escolas públicas do Estado o projeto Educação pela Paz - que já passou por 545 escolas pelo país , capacitando mais de cinco mil professores e 400 mil alunos. "Durante uma semana transformamos um colégio. Mudamos os focos de como as informações chegam para os alunos. Eles crescem aprendendo a cultura da violência. Nas aulas de história, estudamos as guerras, mas nunca estudamos a paz. Não nos ensinam quem foi Ghandi, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King, Dom Helder#", diz Clóvis.O governador seguiu a linha do projeto: "Tão importante quanto a preocupação com a repressão à violência, é desarmar os espíritos, as pessoas, trocando os heróis da violência pelos heróis da paz", defendeu Eduardo Campos. No primeiro ano, a intenção é que o Educação pela Paz aporte em pelo menos 200 escolas de Pernambuco.

A cultura da paz parte de um princípio básico: quanto mais se falar em paz e menos em violência, melhor. "A violência move o mundo e a paz hoje é um subproduto. É percebida pelas pessoas como algo distante, uma esperança do futuro. Por isso, é preciso tirar a paz dessa invisibilidade a partir de três eixos: social, ambiental e interior", conclui Clóvis.

(Diário de Pernambuco - PE)


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