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Publicação sobre Condição da Mulher no Mercado de Trabalho

Publicado em 26.08.2004 por Pauta Social

Será lançado no dia 1º de setembro, em São Paulo, o levantamento feito pelo Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social a respeito da condição da mulher na sociedade brasileira e nas empresas: "O Compromisso das empresas com a valorização da mulher".

O estudo traz números sobre a participação feminina no mundo do trabalho e no mercado consumidor, com indicadores de desigualdade, perfil da ocupação, a condição da mulher negra, trabalho doméstico das meninas e outras conseqüências da globalização sobre a posição da mulher no mundo profissional. Há também registro dos avanços e conquistas obtidos, bem como casos de referência de empresas brasileiras que já adotam bem-sucedidas políticas de valorização da mulher. Por fim, a publicação traz um conjunto de propostas para as empresas que queiram aprofundar suas políticas de responsabilidade social voltadas para a valorização de gênero e um decálogo com os principais pontos a serem trabalhados para promover a igualdade de condições entre homens e mulheres na empresa e fora dela.

Painel Geral

De acordo com avaliação da Organização das Nações Unidas (ONU), existem 1,5 bilhão de pessoas, em todo o planeta, vivendo abaixo da linha da pobreza extrema (um dólar ou menos por dia). Deste total, 70% são mulheres. Por isso, a ONU criou a expressão "feminização da pobreza" para identificar este problema. A situação de extrema pobreza impede as mulheres de viver plenamente seus direitos de cidadania, bem como dificulta sua capacidade de reagir, trazendo conseqüências graves para seus filhos. Assim, a condição da criança no mundo também está intimamente ligada à condição da mulher.

Porcentagens interessantes

De acordo com o Calvert Women's Principle, nos países desenvolvidos há menos garotas na escola do que garotos. No mercado de trabalho, ganham 77% do salário masculino. No Brasil, as meninas estudam por mais tempo (35% delas têm 11 anos ou mais de estudo, contra 25% dos homens). As mulheres são maioria (53,9%) entre os que ganham meio e um salário mínimo por mês - e esta é a única faixa salarial em que são majoritárias. Na faixa dos que ganham acima de 30 salários mínimos, as mulheres representam 21,5%.

Desigualdade racial

De acordo com dados preliminares da Pesquisa Mensal de Emprego e Desemprego divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em junho de 2004, as mulheres brancas ganhavam, em média 20,5% menos do que os homens brancos. As mulheres negras ganhavam, em média, 19,4% menos que os homens negros e 61,2% menos que os homens brancos. Elas ocupam a maior parte das vagas no setor de serviços (41,6% na região metropolitana de São Paulo e 57% no Distrito Federal), tendo como segundo opção de trabalho os serviços domésticos. Ou seja, as mulheres negras estão entre as mais pobres, trabalham em situações mais precárias, têm menos anos de estudo, menos possibilidades de carreira e rendimentos mais baixos.

Eqüidade de gênero

Para o Banco Mundial, as mulheres alcançaram a eqüidade de gênero somente na Dinamarca, na Finlândia, na Noruega e na Suécia, levando-se em conta indicadores como matrícula no Ensino Médio, representação parlamentar e relação de empregos não-ligados à agricultura. Esta eqüidade foi obtida porque os países nórdicos apostaram numa via de desenvolvimento que associou a construção da riqueza com a construção da cidadania social, econômica e política de toda sua população, com atenção especial às mulheres.

No Brasil, houve consideráveis avanços nos últimos dez anos, com a instituição de políticas públicas compensatórias que têm contribuído para melhorar a condição social de muitas mulheres e crianças. Mas as empresas também estão cada vez engajando-se em projetos de promoção de eqüidade de gênero e os exemplo

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