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Raça negra invisível na saúde pública

Publicado em 02.02.2012 por Maxpress

A UNIFESP e a Prefeitura de Embu das Artes realizaram a “Aula Magna sobre a Saúde da População Negra”, a primeira ocorrida no estado de São Paulo oficialmente. Ela foi uma introdução ao curso de extensão, do mesmo nome, que terá início em março/2012 no município e servirá de embasamento para um futuro curso de especialização.

Na aula, o Dr. Luis Eduardo Batista, pesquisador do Instituto de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde, afirmou que os dados do SUS mostram que o tipo de trabalho, de local e condições e a posição social em que as pessoas vivem, determinam os processos de saúde, doença e morte no País. Porém, esses indicadores não consideram a questão étnico-racial nos processos porque há pontos invisíveis.

Há claramente uma enorme desproporção de doenças e mortes entre populações negras e em condições sociais diferentes no país.

A Prefeitura de Embu das Artes formou um grupo intersecretarial para a promoção da igualdade racial que será responsável pelo curso em conjunto com a UNIFESP, já tendo realizado eventos, debates e discussões sobre problemas relacionados à discriminação da cor. O objetivo deste grupo é formular e sistematizar propostas de políticas de saúde da população negra e a disseminação da informação, principalmente para quem continua sendo segregado.

Um primeiro diagnóstico foi o da invisibilidade do negro nos postos de saúde, e por isso, a primeira meta determinada foi tornar visível essa população que busca os serviços.

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