Hoje, mais do que nunca, uma das palavras mais pronunciadas em todo o mundo é a palavra "ética". Ela está, constantemente, sendo citada no meio jornalístico, publicitário, acadêmico, empresarial, político e em toda a sociedade.
No mundo corporativo, nunca se falou tanto a respeito de Ética nos Negócios e Responsabilidade Social. O termo Responsabilidade Social Corporativa (RSC) é bastante amplo. Contudo, o definimos da seguinte maneira: o comprometimento voluntário e permanente de uma determinada empresa em adotar a ética nos negócios e contribuir para o desenvolvimento econômico simultaneamente com a preservação do meio ambiente, a qualidade de vida dos seus funcionários e de seus familiares, da comunidade local e da sociedade como um todo.
Através do Investimento Social Corporativo (ISC), inúmeras empresas estão contribuindo para a melhoria da qualidade de vida das comunidades onde estão inseridas e em muitas vezes complementando ou até substituindo as obrigações sociais do Estado que, em razão da enorme corrupção, desperdícios e má administração do dinheiro público, não possui recursos suficientes para suprir as necessidades de toda uma população, em sua maioria, carente, desampara e desprezada.
E a cada ano, através do Balanço Social Corporativo (BSC) estas empresas demonstram os investimentos sociais realizados e seus resultados, quantificando e qualificando os seus investimentos, tanto os sociais como os ambientais.
Se as empresas têm responsabilidades éticas e sociais é evidente que a esfera pública também as tem, pois em nossa visão o Primeiro Setor tem que ser o primeiro a dar o exemplo e já está mais do que na hora de nossa sociedade começar a se interar e cobrar de nossos políticos e governos o que chamamos de Responsabilidade Social Pública (RSP).
Por isto, acreditamos que os governos deveriam adotar e praticar os princípios da ética e da responsabilidade social corporativa, transferindo para a esfera pública os conceitos, instrumentos e atitudes colocadas em prática pelas Empresas-Modelo de nosso país.
Nossa sugestão é de que nossos Governos (Federal, Estadual e Municipal), através de leis aprovadas pela Câmara e pelo Senado Federal:
- elaborem seus Códigos de Ética e de Conduta Pública
- desenvolvam estruturas internas de atuação e controle para recebimento de reclamações, sugestões e denuncias da população, principalmente sobre corrupção
- criem um Comitê de Auditoria Pública composto inclusive por representantes da sociedade civil e do Ministério Público
- publiquem, anualmente, o Balanço Social Público (BSP) demonstrando os Investimentos Sociais Públicos (ISP) realizados no exercício e aqueles previstos para o próximo ano, disponibilizando a toda sociedade inclusive e especialmente na Internet
- que a corrupção em nosso país seja considerada crime hediondo e inafiançável e sua pena fixada em dez anos, em regime fechado, sem direito a sursis e/ou, no mínimo, ficando o corrupto impedido de disputar eleições ou assumir qualquer função pública por 30 anos