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Reunião interministerial em Alcântara sobre desenvolvimento sustentável termina com propostas

Publicado em 12.03.2005 por Agência Brasil

Silva Diniz

Repórter da Agência Brasil


São Luís (Maranhão) Foi encerrada neste sábado (12), na cidade de Alcântara no Maranhão, a reunião dos representantes de todos os 23 ministérios do Governo Lula da Silva que discutiu a implantação de um projeto integrado de desenvolvimento sustentável para Alcântara. Mais de 200 pessoas, representantes de comunidades do município, participaram das discussões junto ao governo.

Segundo o sub-chefe da Casa Civil do Governo Federal, Aldemar de Miranda Torres, que também participou de reunião de membros da sociedade civil, "é preciso, nesse momento oportuno, saber qual a verdadeira demanda do povo de Alcântara". Ele destacou que esse GEI (Grupo Executivo Interministerial), criado pelo Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 27 de agosto de 2004 e coordenado pela Casa Civil é composto por 23 órgãos da Administração direta. Segundo ele, o GEI visa articular, propor, viabilizar e acompanhar as ações necessárias ao Desenvolvimento sustentável de Alcântara.

O encontro de Alcântara foi encerrado com a apresentação de resultados dos trabalhos que foram desenvolvidos pelos nove grupos de discussão. As propostas de ações dos membros da sociedade organizada e do Poder Público serão agora analisadas pelos Ministérios.

Entre as prostas que foram apresentadas na igreja Nossa Senhora Do Carmo, onde aconteceu o evento, está a construção de 252 moradias em área urbana através do Programa de Subsídio à Habitação Popular (PSH), com recursos do Governo Federal da ordem de R$ 1,5 milhão.

Além de habitação, o Grupo Interministerial analisou também propostas de saúde, geração de renda, saneamento, turismo e a inclusão do município nas áreas Sócio-Ambientais do Projeto do Centro Espacial de Alcântara (CLA). Foram debatidos também a recuperação de agrovilas, indenização fundiária e ambiental e infra-estrutura em áreas quilombolas da ordem de R$ 500 mil. Quanto às áreas quilombolas, foi proposto o reconhecimento, a demarcação e a titulação dessas terras, com verbas do governo no valor de R$ 600 mil.

Um dos projetos mais caros foi a implantação de uma Unidade de Ensino Descentralizado do Centro Federal de Educação Tecnológica do Maranhão, estimado em R$ 1 milhão.

Além dos representantes dos vários ministérios e da sociedade civil, também esteve presente na reunião a prefeita de Alcântara, Heloísa Leitão.

(Andre Deak)


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