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Ricardo Young Deixa a Presidência do Ethos

Publicado em 17.03.2010 por Pauta Social

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 17, o Instituto Ethos informou que Ricardo Young se desligou da presidência da entidade. O afastamento decorre de sua decisão de participar das próximas eleições como candidato. As forças que estão tornando possível a candidatura de Marina Silva para a Presidência da República consideraram que meu nome seria adequado para concorrer ao Senado por São Paulo. Eu decidi aceitar esse desafio e começo os entendimentos com o Partido Verde esta semana, informou.

Young será substituído na função por Oded Grajew, presidente emérito do Instituto Ethos e coordenador do Movimento Nossa São Paulo. O Oded assume o cargo atendendo a convite dos conselheiros do Ethos, afirma Sérgio Mindlin, presidente do Conselho Deliberativo.

O Ethos é uma entidade não partidária, composta por participantes com diferentes visões e orientações políticas, que devem ser respeitadas. É natural, portanto, que, ao decidir concorrer por determinado partido, o Ricardo tenha se afastado da direção, disse Grajew, que considera a candidatura de Young muito positiva: Para nós, quanto mais gente identificada com o movimento de responsabilidade social e sustentabilidade participar das atividades políticas do país tanto melhor. Nosso objetivo principal é a construção de uma sociedade justa e sustentável.

O fato de Young ter resolvido candidatar-se foi uma decisão pessoal, de acordo com Paulo Itacarambi, vice-presidente da organização. O Ricardo optou por um partido, uma candidatura. Já o Instituto Ethos continua a trabalhar em todas as frentes e também com todos os candidatos que queiram ouvir nossas propostas, esclareceu.

O apartidarismo adotado pelo Ethos lhe dá liberdade para defender iniciativas que estejam de acordo com os princípios da organização. Não é por uma questão moral apenas, mas para permitir o cumprimento da nossa missão, afirmou Grajew. O que nos move é o interesse público. Cobramos transparência tanto na gestão das empresas quanto na gestão pública, inclusive no processo eleitoral, complementou.

Para Young, que nunca antes havia se filiado a um partido e pela primeira vez aceita candidatar-se a um cargo político, não dá para se omitir da política. Se mais pessoas com princípios éticos deixarem de participar diretamente do processo, o espaço será ocupado cada vez mais por indivíduos não comprometidos com o bem público, mas apenas com interesses pessoais, afirmou.


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