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Santa Catarina Pode SE Tornar Pólo Comercial de Ponta para a Indústria Nacional de Medicamentos

Publicado em 14.04.2009 por Pauta Social

Em tempos de crise, a indústria catarinense tem muito a comemorar. A boa notícia vem do setor farmacêutico, que embora ainda acanhado no Estado, dá os primeiros passos rumo a uma atuação de destaque em diversas regiões brasileiras.

O grande impulso vem com a criação do Núcleo de Inovação Tecnológica do Laboratório Farmacêutico Elofar, de Florianópolis, que no ano passado faturou mais de R$ 13 milhões. O NIT, como é chamado, representa um grande marco na evolução da indústria farmacêutica.

No Brasil, não são muitos os laboratórios que contam com tal estrutura. Alguns dos poucos exemplos vêm de empresas como Natura, Cristalia, Achè e Eurofarma, que têm como parte de suas políticas internas incentivar criações de novos produtos.

Dentro de um laboratório farmacêutico, o setor tem por objetivo estimular a inovação, destinando recursos para que sejam desenvolvidos estudos para a criação de novos medicamentos.

Para estimular a inovação brasileira, o Governo tem destinado recursos como forma de apoiar a indústria nacional para que possa viabilizar estudos neste sentido.

A adoção desta medida tem justificativa nos cofres públicos, já que o Governo apresenta um déficit comercial no setor da saúde de aproximadamente U$$ 6 bilhões ao ano. Ao todo, cerca de R$ 8 bilhões são gastos com a compra de medicamentos, vacinas e hemoderivados destinados ao tratamento gratuito da população pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

O Brasil tem uma grande dependência de fármacos produzidos no exterior. Estudos mais recentes estimam que essa dependência está acima de 80%. O que estamos fazendo agora é uma inovação, o ministério entra com o poder de compra e reduz a dependência nacional explica o Ministro da Saúde, José Gomes Temporão.

Laboratório deve receber incentivo federal

No caso do Laboratório Elofar, o Núcleo de Inovação Tecnológica, que inicia suas atividades neste mês, já foi estruturado antes mesmo do recebimento de verbas por parte do Governo, o que pode acontecer já neste ano, quando sair o resultado dos inscritos no edital de Subvenção Econômica 2009, que irá destinar R$ 450 milhões a empresas farmacêuticas brasileiras que estejam aptas a investir em inovações.

O programa de Subvenção Econômica é resultado de estratégia do Governo para a Política Industrial, Tecnológica e de Comércio Exterior (PITCE), lançada em 2004.

Atualmente a indústria farmacêutica nacional conta com uma série de legislações que visam estimular a produção de fármacos, a exemplo das leis de Inovação, Biossegurança, Lei do Bem e a Política de Desenvolvimento da Biotecnologia, que mesmo recentes já têm oferecido significativos resultados ao Brasil. O mundo tornou-se o laboratório de pesquisa das companhias que pretendem competir melhor e crescer rapidamente comenta Leila Violin Fagundes, gerente do NIT Elofar.

No caso do Elofar o Laboratório já atua na maior parte do Brasil, distribuindo medicamentos para 24 estados, em todas as regiões do país. Com a possível aprovação no programa de Subvenção Econômica espera aumentar o número de vendas e sua projeção nacional, sendo mais conhecido em todas as partes e, principalmente, em Santa Catarina, onde hoje não é tão popular quanto em muitos estados das regiões norte e nordeste.

Fonte: Assessoria de Imprensa

NIT Elofar


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