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Saúde da mulher é prioridade do governo, diz ministro

Publicado em 27.05.2004 por Agência Brasil

Brasília, 27/5/2004 (Agência Brasil - ABr) - O ministro da Saúde, Humberto Costa, disse hoje que a saúde da mulher é prioridade para o governo. Segundo ele, é injusto que a mulher não tenha, até agora, uma política especial na área de saúde. O governo, de acordo com o ministro, fará tudo para atingir as metas fixadas para o setor. As metas constam do documento Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, lançado hoje durante o seminário "Políticas Públicas para as Mulheres na Área de Saúde - Experiências da América Latina e Caribe".

As mulheres são a maioria da população brasileira - representam 50,77%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Acima de 10 anos de idade, são quase 74 milhões. Com idade reprodutiva, ou seja, entre 10 e 49 anos, as mulheres somam 58 milhões.

Além de serem as principais usuárias do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com o Ministério da Saúde, as mulheres brasileiras são ainda as que mais morrem em decorrência de complicações durante a gravidez ou no parto. Dados apontam que a cada 100 mil bebês nascidos vivos, 75 mulheres morrem. Em países considerados desenvolvidos, a mortalidade materna oscila entre 6 e 20 por 100 mil nascidos vivos. Segundo o Ministério, em 92% dos casos, as mortes são evitáveis.

Neste 28 de maio, quando se comemora o Dia Internacional de Luta pela Saúde da Mulher e o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, o governo lança a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher, que tem como meta reduzir em 15% a mortalidade materna até o fim de 2006.

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Mulher prevê ainda o aumento de ações específicas para trabalhadoras rurais, negras, portadoras de deficiência, mulheres indígenas e homossexuais. "Trabalharemos com segmentos até agora alijados das políticas públicas", diz Maria José Araújo, coordenadora da saúde da mulher.

De acordo com o Ministério da Saúde, a grande maioria das mulheres negras, por exemplo, se encontra em situações abaixo da linha da pobreza e, por isso, tem menor acesso aos serviços de saúde.

(Paula Menna Barreto)


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