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Secretário do Tesouro defende clareza fiscal maior para impulsionar investimentos

Publicado em 03.05.2004 por Agência Brasil

Rio, 3/5/2004 (Agência Brasil - ABr) - O secretário do Tesouro Nacional, Joaquim Levy, defendeu uma maior clareza na área fiscal, passando pela questão da transferência dos gastos primários para governos estaduais e municipais, para que se criem no país as condições de crescimento econômico. Ele afirmou que isto permitirá reduzir mais a taxa de juros e aumentar os investimentos em 2005.

Levy afirmou que o que parece ser uma grande dificuldade para a efetivação de um quadro de estabilidade fiscal no país pode ser vencida tendo clareza em relação aos gastos em áreas importantes como Previdência, transferência de recursos e a parte de estados e municípios. "Acho que a coragem dos governadores é fundamental" nesse processo, avaliou.

Segundo ele, já há clareza no país, o que explica as reduções das taxas de juros nos papéis públicos e de médio prazo. O secretário afirmou que a taxa de juros real de longo prazo, mais influenciada pelas questões fiscais, poderá cair ainda mais, se houver políticas ambiciosas que levem ao crescimento.

"A redução da carga tributária vai abrir espaço para mais investimentos, eventualmente públicos em áreas onde o Estado é insubstituível, em especial mais investimentos privados, inclusive em infra-estrutura, prioridade número um do governo Lula", observou o secretário do Tesouro.

Joaquim Levy declarou que há muita gente do setor privado querendo participar de investimentos em infra-estrutura. "O que eles precisam e pedem é clareza do governo em termos de regras, na parte da regulação e das prioridades. Daí a importância de se definir o escopo das estatais para que as pessoas possam conhecer o jogo e aí tomar suas posições".

O secretário do Tesouro acredita que essa transparência pode gerar uma mudança tremenda no país. O prazo vai depender da velocidade com que o governo vai conseguir reunir os elementos para dar essa clareza, explicou.

Levy disse que é preciso estar com as coisas alinhadas já no segundo semestre deste ano para que o crescimento que a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) indicam que já está vindo, com a conseqüente recuperação da renda, seja apoiado pelas perspectivas de investimento em 2005.

Levy afirmou que uma clareza fiscal maior já ocorre sobre a taxa de juros e o investimento e pode ampliar esse impacto positivo, dando maior fôlego para o país crescer. Levy disse que "quanto mais a gente esclarecer as regras do jogo", maior será a possibilidade de tornar 2005 o ano do investimento no Brasil.(Alana Gandra)


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