O Seminário Maranhense de Meio Ambiente e Agricultura Sustentável, realizado no auditório do Hotel Abbeville, no São Francisco, teve sua abertura na última quarta-feira, 04/07, marcado por discussões de temas importantes para a Agricultura do Estado, como os desafios do agronegócio maranhense e a questão da segurança alimentar e manuseio dos agrotóxicos. O primeiro dia de evento foi marcado por discussões de temas importantes para a Agricultura do Estado, como os desafios do agronegócio maranhense e a questão da segurança alimentar e manuseio dos agrotóxicos.
O seminário está sendo realizado pela Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), órgão vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seagro), objetivando despertar uma consciência sobre a necessidade de desenvolver ações que promovam a sustentabilidade da agricultura aliada ao equilíbrio ecológico.
Estiveram presentes ao evento o assessor especial para área da Agricultura, Reinaldo Moreira, que representou o governador Jackson Lago; o secretário da Agricultura, Domingos Paz; o seu adjunto Fortunato Macedo; o representante da Secretaria de Saúde, da Federação dos Trabalhadores da Agricultura do Estado do Maranhão (Fetaema), da Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Faema), do Instituto de Recolhimento de Embalagens Vazias (Inpev), da Associação Nacional dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), da Associação Nacional de Defesa Vegetal (Ande), da Superintendência Federal da Agricultura órgão do Ministério da Agricultura; o diretor geral da Agência Estadual de Defesa Agropecuária (Aged), Sebastião Anchieta, entre outras instituições.
Oito palestras, divididas nos turnos da manhã e da tarde, foram ministradas aos presentes, abordando assuntos como uso do agrotóxico, recolhimento de embalagens vazias, segurança alimentar, agricultura familiar e sua produção, o agronegócio maranhense e a política agrícola do Governo do Estado para o setor agropecuário, está última ministrada pelo secretário da Agricultura.
Domingos Paz falou sobre a extinção do Sistema de Agricultura e da Emater, em 98, como fator preponderante para a decadência da agricultura maranhense, principalmente a familiar que é a que mais emprega no estado. Hoje o Maranhão possui problemas de concentração de terras nas mãos de poucos, isso sem falar na falta de políticas públicas que garantam a inclusão social dos agricultores familiares e possibilitem a eles uma auto-suficiência econômica, declarou.
Apesar da Secretaria de Estado da Agricultura ter sido recriada, inicialmente com a denominação de gerência, no ano de 2002, com seus órgãos vinculados e as Casas da Agricultura Familiar (CAF´s), o sistema agropecuário maranhense ainda não apresentou os resultados esperados pelos trabalhadores rurais. Na avaliação de Domingos Paz, isso acontece porque é necessário fazer uma mudança nos modelos concebidos e aplicados até aqui, levando sempre em consideração a participação dos agentes envolvidos e não esquecendo de descartar as experiências que não deram certo. O setor agropecuário do estado nunca foi prioridade política, econômica e social e a conseqüência disso é que apresentamos baixa produtividade das culturas, trabalho em condições subumanas e um agravamento da pobreza rural. É hora de renovação, avaliou.
Domingos Paz informou que é prioridade do governo Jackson Lago promover a redução da pobreza rural - que é a mais grave e a que respalda os índices mais negativos do Estado - por meio do incremento e da democratização da produção. O secretario falou também do Programa Maranhão Produtivo, que tem como metas melhorar e ampliar assistência técnica, realizar a formação tecnológica, profissional e humana de jovens e adultos do meio rural, viabilizar terras devolutas para as famílias rurais, adotar sistemas de base ecológica nutricionalmente ricas, entre tantas outras ações, finalizando sua palestra.>