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Seminários na Bahia

Publicado em 22.08.2008 por Ministério da Cultura

O ministro da Cultura interino, Juca Ferreira, esteve em Salvador na última quinta-feira (21/08), onde participou da cerimônia de abertura do 7º Seminário do Plano Nacional da Cultura (PNC), que vem sendo realizado em todas as capitais do país, na busca da participação popular para a elaboração de novas diretrizes à política cultural brasileira. Na cidade, participou também do seminário internacional Criatividade Âmago das Diversidades Culturais - A Estética do Sagrado, que faz parte das comemorações dos 90 anos de mestre Didi, capoeirista, artista plástico, escritor e sacerdorte do Candomblé na Bahia.  (Leia a matéria )

Na palestra que fez durante a abertura do evento, comentou que continuará o trabalho iniciado pelo ministro Gilberto Gil à frente da Pasta da Cultura, de construir uma política de Estado para o setor. O ministro interino falou de improviso e foi aplaudido várias vezes, principalmente quando destacou a intenção de conduzir a Cultura brasileira de forma suprapartidária, “hoje temos convênios e estamos repassando recursos para todos os estados do país, seja de que partido for. Estamos despartidarizando a política cultural”, afirmou.

Ao público presente à cerimônia, salientou a importância de levarem em conta durante as discussões das propostas a serem encaminhadas ao PNC, a função central da Cultura no desenvolvimento individual e coletivo da sociedade brasileira. Como linhas gerais na estruturação das novas diretrizes para a Cultura, disse que a equipe técnica do ministério vem trabalhando em três dimensões importantes, que são: cultura como fato simbólico; cultura como direito de cidadania e cultura como economia. Disse que o país possui uma riqueza enorme na diversidade de sua cultura e no potencial de produção no área, citando como exemplo a música brasileira, que tem ampla aceitação em toda a parte do mundo.

Sobre a reestruturação da Lei Federal de Incentivo à Cultura, disse que um fator a ser levado em conta é o fato de 90% dos recursos aplicados em Cultura, via Lei Rouanet, serem provenientes dos impostos que as empresas devem ao Governo e apenas 10% é dinheiro investido pela iniciativa privada na Cultura do país. “Por que submeter os artistas e produtores culturais a via-crucis de bater de porta em porta das empresas, se todo o investimentos que recebem é dinheiro público”, questionou o ministro interino. Contudo, ele assegurou que não pretende extinguir a lei porque ela é hoje a maior financiadora da cultura no país. Só em 2007 foram captados por este mecanismo R$ 1,2 bilhões para o setor, recursos maiores do que o próprio Orçamento do Ministério da Cultura.

O coordenador-geral do PNC, Gustavo Vidigal, em seu discurso, disse que o MinC considera o diálogo com a sociedade uma premissa fundamental na elaboração de políticas públicas e que a equipe técnica do Ministério da Cultura vem se esforçando para fortalecer e dar materialidade a este tipo de conduta.

Participaram da mesa de abertura do seminário do PNC o secretário de Cultura do Estado da Bahia, Márcio Meirelles, os deputados federais Severiano Alves e Zezéu Ribeiro, o secretário de Articulação Institucional substituto do MinC, Fred Maia, e o presidente do Conselho Estadual de Cultura, Antônio Albino Rubi.

Jovens cantores de Hip Hop fizeram apresentações artísticas na abertura do evento e o seminário foi encerrado com a apresentação de um grupo de repentistas baianos.

(Patrícia Saldanha, Comunicação Social/MinC)

Foto: Patrícia Saldanha e Ed Fotos



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