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Sistema eletrônico de compras pode reduzir em 60% o preço de medicamentos comprados pelo SUS

Publicado em 11.02.2005 por Agência Brasil

Gabriela Guerreiro

Repórter da Agência Brasil


Brasília Os medicamentos comprados pela rede pública de saúde podem sofrer este ano uma redução de até 60% no preço com a criação de um portal para centralizar as informações referentes às compras efetivadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo do governo é criar em 2005 o chamado Portal de Compras de Medicamentos, sistema que vai disponibilizar uma lista dos medicamentos adquiridos pelo governo, estados e municípios como forma de facilitar as negociações com os fornecedores e, como conseqüência, reduzir o preço para os compradores.

Segundo o secretário de Logística e Tecnologia da Informação do Ministério do Planejamento, Rogério Santanna, a redução do preço dos medicamentos vai ocorrer à medida que os agentes de saúde passem a acompanhar a rotina de compras pelos diversos estados e municípios. "Os agentes de saúde vão poder, utilizando esse banco de dados, entender quem faz as melhores compras, e podem compartilhar esse processo através do processo de preços, que permite com que um município que não tem escala possa se agregar a uma compra de grande escala do Ministério e obter aquele medicamento a um preço muito mais razoável", ressaltou.

A expectativa do secretário é que a redução chegue a 60% em alguns municípios, mas ele prevê como média para o país a queda de 20% no preço dos medicamentos. "Nós estimamos que utilizando um pregão eletrônico para geração de um registro nacional de preços, nós possamos fazer com que o preço dos medicamentos reduza pelo menos 20%. Pelos dados do ano passado, nós já conseguimos reduzir em 30% com outras medidas", disse.

Rogério Santanna ressaltou que o SUS gasta anualmente recursos da ordem de R$ 13 bilhões para a compra de medicamentos e materiais hospitalares. Desse total, o órgão compra diretamente R$ 2,5 bilhões e repassa aos estados e municípios o valor restante para as aquisições. "Se nós olharmos aquilo que consideramos o chamado mercado perfeito - isto é, onde há ampla concorrência, onde esses medicamentos são de um conjunto grande de fabricantes e onde efetivamente há concorrência - nós temos algo em torno de R$ 6,5 bilhões de gastos. E se considerarmos os medicamentos escolhidos para a farmácia popular, são mais R$ 2 bilhões potenciais de crescimento. Aí vamos chegar a R$ 8,5 bilhões", afirmou.

O portal poderá ser acessado por todos os agentes compradores do SUS nos estados e municípios. "Ele cria um ambiente separado de informações sobre compras governamentais em diversos sistemas de compras, não apenas no sistema do governo federal que é o Comprasnet, mas também em outros sistemas que venham a se integrar. Os fornecedores poderão saber o que o governo está comprando, as ofertas que existem de compras em diversos municípios", revelou Santanna.


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