A coordenadora geral do SOS Corpo Instituto Feminista para a Democracia Betânia Ávila participa hoje (28), do seminário Vida Cotidiana, Divisão Social e Sexual do Trabalho, dentro do Fórum Social Mundial. Sobre o tema do seminário, o SOS Corpo tem pesquisa realizada em municípios nordestinos comprovando que, não obstante os esforços do Programa Nacional de Agricultura Familiar (Pronaf), a realidade da trabalhadora rural continua sendo de exclusão e sobrecarga.
Pela continuidade do espaço de trabalho e do lar, as mulheres enfrentam jornadas semanais de 108 horas, dormindo apenas cinco horas, enquanto os homens enfrentam 73 horas de labuta e têm sete de sono. Elas normalmente também não têm acesso direto ao fruto monetário do trabalho: apenas os homens comercializam os animais e produtos mais caros, ficando para as mulheres o comércio de animais de menor valor, como galinhas.
A pesquisadora do SOS Taciana Gouveia também compõe hoje a mesa de diálogo "Ações Afirmativas dos Direitos Humanos: Uma Abordagem de Gênero e Raça", ao lado de Ronaldo Laurentino Jr., do igualmente pernambucano Centro Josué de Castro.
Amanhã (29), Betânia Ávila fala no seminário "A Mulher nos Espaços Público e Privado: Gênero, Patriarcado e Violência". O SOS estará presente na vigília "Salvem os Genéricos", prevista para as 19h, em frente à Usina do Gasômetro. A vigília contará com a performance das Loucas de Pedras Lilás, grupo parceiro do SOS Corpo em inúmeras manifestações pelos direitos humanos no Recife e outras cidades de Pernambuco.