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Unicef e Paris Filmes Lançam Filme sobre Crianças Excluídas

Publicado em 27.03.2006 por Pauta Social

Estréia na sexta-feira (31) Crianças Invisíveis (All the invisible children), um filme que reúne sete episódios dirigidos por alguns dos maiores diretores de cinema da atualidade, entre eles, John Woo, Ridley Scott, Spike Lee, Emir Kusturica e Kátia Lund. O filme conta a história de crianças em sete diferentes países, inclusive no Brasil, e chega ao país com distribuição da Paris Filmes. A produção do filme teve apoio do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

Crianças Invisíveis tem como objetivo chamar a atenção de governos, da sociedade civil e de cada cidadão para os milhões de crianças, em todos os continentes, excluídas e invisíveis: crianças que trabalham; crianças afetadas pelo HIV/Aids; crianças que vivem sem suas famílias; crianças discriminadas por fatores raciais e étnicos; os meninos-soldados na África. "O que vemos na tela deve nos mover para alguma ação concreta", afirmou o ator Danny Glover, embaixador do Unicef, logo após ver o filme.

O episódio brasileiro do longa-metragem, dirigido por Kátia Lund e produzido pela Gullane Filmes, mostra o cotidiano de Bilu e João, uma menina e um menino que coletam materiais nos lixos de São Paulo. "Essas não são crianças invisíveis no sentido estrito, porque estão presentes nas janelas dos nossos carros, mas são invisíveis porque, às vezes, preferimos vê-las, mas não enxergá-las", afirma a representante do Unicefno Brasil, Marie-Pierre Poirier.

Segundo o Unicef, ações simples e efetivas dos governos e sociedades poderiam, por exemplo, fazer com que, em todo o mundo, 300 milhões de crianças deixassem de ser excluídas do direito ao acesso à água limpa e 115 milhões de crianças hoje excluídas do direito à educação estivessem na escola. Metas como essas fazem parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, que 191 países, inclusive o Brasil, comprometeram-se a cumprir até o ano de 2015.

O Unicef lembra que no Brasil as crianças invisíveis são as 500 mil meninas e meninos que nascem todos os anos e não têm acesso ao registro civil; os cerca de dez milhões de crianças e adolescentes que vivem no Semi-árido em situação de pobreza; os quase três milhões de crianças que são exploradas no trabalho infantil; as crianças negras, mais afetadas pela pobreza, pela falta de acesso à escola e pela discriminação, e pelas mortes violentas quando adolescentes; as crianças indígenas, que vivem em comunidades onde a taxa de mortalidade infantil é três vezes maior do que a média nacional; os adolescentes-soldados envolvidos no tráfico de drogas.

Crianças Invisíveis teve produção dos italianos Chiara Tilesi, Stefano Veneruso, Maria Grazia Cucinotta e Gaetano Daniele, co-produtor premiado pela Academia, e os produtores associados Annarita DellAtte e Andrea Piedmonte.

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