O Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (Unifem) anuncia nesta quinta-feira (25) o lançamento do primeiro Fundo Nacional para a Não-Violência À Mulher. O anúncio será realizado pela diretora do Unifem, Ana Falu, durante uma videoconferência promovida pela Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM), em Brasília.
A iniciativa marca o Dia Internacional da Não-Violência à Mulher e tem como objetivo criar um mecanismo para que a sociedade possa contribuir de maneira mais organizada, eficiente e com resultados mensurados.
O Fundo é a primeira iniciativa de captação de recursos no País que vai subsidiar a implementação de programas e projetos de prevenção e combate a esse crime. "Apesar da dimensão da violência contra a mulher, o apoio da sociedade civil à causa ainda é disperso e pontual, limitando o próprio retorno que esse investimento propicia para a sociedade e para aqueles que contribuem", afirma Ana Falu.
Segundo a diretora do Unifem, o Fundo Nacional para a Não-violência à Mulher vai ser o interlocutor entre os recursos arrecadados e os projetos relacionados ao tema. O Fundo será administrado pelo Unifem Brasil, junto a um conselho de especialistas, dentre eles a ministra Nilcéa Freire, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República. O Fundo vai financiar programas diversos, tais como:
- Promoção, apoio e disseminação de pesquisas e informações sobre o tema
- Apoio ao aperfeiçoamento técnico de serviços especializados no atendimento às mulheres vítimas de violência
- Apoio a projetos inovadores de combate à violência contra a mulher, que utilizem métodos e técnicas não-convencionais (recursos audiovisuais, teatro, música e artes em geral) em atividades de sensibilização, conscientização, prevenção e combate, inclusive nos locais de trabalho
- Produção de material impresso e audiovisual que apóie o trabalho de atendimento às vítimas realizado por instituições não-governamentais
Contribuições
O Unifem espera arrecadar recursos da iniciativa privada, sensibilizando as empresas a apoiar uma causa que encara a violência baseada no gênero como uma violação dos direitos humanos das mulheres.
Para a diretora do Unifem, as grandes corporações estão bastante atentas para a questão da responsabilidade social e apoiar esta causa só valoriza os esforços das empresas no sentido de minimizar os danos sociais e econômicos provocados pela violência contra a mulher. "Pesquisas qualitativas mostram que o assunto possui forte apelo junto ao público feminino de todas as classes sociais e regiões do país. E ao se associar à campanha, a empresa certamente vai ganhar mais respeito e afinidade do consumidor com a sua marca", afirma.
As empresas poderão contribuir para o Fundo ao adquirir o licenciamento da marca "Bem Querer Mulher", criada especialmente para a campanha de divulgação do Fundo. Mediante uma contribuição fixa mensal ou percentual das vendas, a empresa adquire o direito de divulgar o seu apoio à causa estampando a marca "Bem Querer Mulher" nas embalagens de seus produtos e nas suas peças de comunicação. A expectativa é arrecadar R$ 5 milhões nos primeiros cinco anos.
O Instituto Patrícia Galvão já aderiu ao projeto, como parceiro na elaboração de uma cartilha intitulada "Não-violência à Mulher - Um assunto que não pode esperar". A cartilha, cuja primeira tiragem é de 100 mil exemplares, está sendo patrocinada pela Avon e tem como objetivo transmitir para a população, especialmente às mulheres, informações relevantes no que se refere aos tipos de violência previstos na legislação, dicas e procedimentos inerentes à ocorrência deste crime.
Campanha publicitária
Para levar o tema sobre violência contra a mulher ao conhecimento público e estimular a<