Em ritmo de copa do mundo, neste 18 de maio, a Rede Amiga da Criança realiza a partir das 07h30, a mobilização social Vamos dar cartão vermelho para o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes, no retorno do São Francisco, um dos mais movimentados de São Luís/MA.
O objetivo é chamar a atenção da sociedade no Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, 18 de maio, para a violência sexual doméstica, um dos fatores que leva crianças e adolescentes a procurarem refúgio na rua. E também alertar que a rua é um espaço para exploração sexual, inclusive com fins comerciais, e de outras violações de direitos de meninos e meninas.
A mobilização consiste numa panfletagem feita por adolescentes e jovens vestidos com camisas amarelas, inspiradas na da seleção brasileira de futebol. Eles entregarão um folder no formato do cartão vermelho que convida a sociedade a também entrar no time que defende os direitos de crianças e adolescentes.
Durante a mobilização, representantes de vários setores da sociedade assinarão uma grande camisa, que estará exposta no retorno, simbolizando a sua entrada nesta seleção.
A fuga para a rua - Ao longo de cinco anos, a intervenção da Rede aponta para o fato de que a violência sexual doméstica desencadeia a ida de crianças e adolescentes para as ruas. Por isso, há dois anos é desenvolvido o Projeto Saber Viver que tem o objetivo de reduzir a vulnerabilidade de 840 crianças e adolescentes em oito áreas de São Luís, por meio de ações formativas e de prevenção. O projeto é executado pelo Grupo de Apoio a Comunidades Carentes e Secretaria Municipal de Educação.
Durante toda a semana, os adolescentes do projeto Saber Viver também farão rodas de conversas sobre violência sexual em escola, estimulando o debate na classe estudantil, além de tirar dúvidas. Esses adolescentes passaram por um processo formativo no projeto e hoje atuam como multiplicadores também em sua comunidade.
Dentre as ações deste projeto destacam-se: instrumentalização de educadores, sensibilização de famílias capacitando agentes comunitários de saúde, sensibilização de professores e instrumentalização de líderes comunitários para que possam multiplicar informações sobre a prevenção e combate à violência sexual em suas comunidades, incentivando um novo olhar para esta questão, denunciando casos e ajudando a construir alternativas de enfrentamento a este problema.
União - O Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude CAOP divulgou alguns relatórios na publicação Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes: uma questão de política pública. O mais recente refere-se ao período de 23 julho a 24 novembro de 2005. Foram encaminhadas via o Disque-Denúncia Nacional, 66 denúncias de violência sexual contra crianças e adolescentes oriundos de vários municípios maranhenses: 29 eram de exploração sexual comercial (prostituição, exploração por terceiros e atividade autônoma), uma pornografia e 36 foram de abuso sexual. O que só confirma a necessidade de pautar este tema em todas as esferas da sociedade.
Organizações não-governamentais e instituições do poder público vem lutando contra o pacto do silêncio que impede a denúncia das violações. Acrescenta-se ainda a desinformação de grande parcela da população que simplesmente desconhece os serviços públicos oferecidos e a impunidade para a maioria dos casos denunciados.
A iniciativa tem a parceria do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescentes, Instituto WCF-Brasil, Fondation Terre des hommes,Fundação Municipal da Criança e Assistência Social, Instituto de Cidadania Empresarial ICE, Instituto Municipal de Produção e Renda
Instituto Municipal de Produção e Renda,Padaria Sabor e Qualidade, Petrobrás, Secretaria Municipal de Educação,
Sindicato dos Urbanitários do Maranhão e Vitapão.
O quê: Vamos dar cartão vermelho para o abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes
Onde: retorno do