As vendas no comércio de Ribeirão Preto registraram crescimento médio de 2,75% em 2011, na comparação com 2010. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sincovarp (Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto).
“O resultado é positivo até por se tratar de crescimento sobre um ano (2010) em que as vendas tiveram aumento de 5,44%, índice que representou o melhor resultado desde que a pesquisa começou a ser realizada em 1997”, explica Marcelo Bosi Rodrigues, economista do Sincovarp.
Segmentos - Todos os setores pesquisados apresentaram crescimento de vendas em 2011. O melhor desempenho foi o do segmento de Eletrodomésticos
(+6,73%), seguido por Tecidos/Enxoval (+6,63%), Móveis (+3,38%), Vestuário (+3,07%), tica (+1,91%), Calçados (+1,44%), Cine/Foto (+0,91%), Presentes (+0,76%) e Livraria/Papelaria (+0,01%).
Emprego Ao longo do ano que passou, houve um aumento médio de 5,72% no volume de postos de trabalho no comércio de Ribeirão Preto, um crescimento considerável. O setor que mais contratou foi o de Tecidos/Enxoval (+12,61%), seguido por Eletrodomésticos (+10,57%), Livraria/Papelaria (+6,99%), Presentes (+3,09%) e Vestuário (+2,14%). Os setores de tica e de Móveis mantiveram seus quadros funcionais e apenas o segmento de Calçados apresentou redução de 2,42%, em 2011.
Pagamento Segundo a pesquisa, 47,17% das vendas do comércio de Ribeirão Preto, em média, foram finalizadas por meio de cartão de crédito, ao longo de 2011. As vendas à vista representaram 38,08% e as vendas à prazo, por meio de cheques ou carnês, foram responsáveis por 14,75% das transações.
Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, o ano que passou foi muito bom para o comércio de Ribeirão Preto, apesar de ter iniciado pouco aquecido. “A partir de agosto as vendas começaram a reagir e terminaram o ano com volumes bastante satisfatórios. Foi um período muito conturbado e atípico no cenário externo, com o agravamento da crise na Europa e a estagnação da economia norte-americana, fatores que afetaram principalmente o setor industrial que não teve um bom desempenho em 2011. Por outro lado o comércio manteve seu crescimento, apoiado no mercado interno que, por sua vez, foi sustentado pelos baixos índices de desemprego e pelo aumento da renda interna”, analisa.
Para o ano que inicia, o economista projeta uma expectativa de crescimento moderado, devido aos impactos da conjuntura econômica mundial. “No cenário interno as atenções se voltam para o mercado de trabalho que nos apresenta um aumento do déficit de mão-de-obra principalmente a qualificada. Este é um exemplo de ‘gargalo’ que emperra a aceleração do crescimento da economia brasileira e acaba impactando em toda a cadeia produtiva”, conclui.
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