O segundo dia da Mostra Competitiva do XIII FICA começou às 14h de quinta-feira com a exibição do vídeo-documentário holandês “The Rainbow Warriors of Waiheke Island (Os Soldados do Arco-Íris da Ilha de Waiheke)”, de Suzanna Raes que veio a cidade de Goiás para prestigiar o festival. Odocumentário conta várias histórias interessantes de um grupo de pioneiros do Greenpeace. Mostra suas ações arriscadas e um ataque a bomba que os fazem parar e pensar se valeu à pena sustentar seus ideais. Em seguida “A Terra da Lua Partida” de Marcos Negrão e André Rangel, mostra a vida de um velho nômade que vive em uma das mais isoladas regiões do planeta, o Himalaia.
Mais duas produções internacionais foram exibidas na tarde de ontem. O documentário chinês “Chang hu de ke wang (O Desejo da Vila de Chan Hu)”, de Xia Chenan, fala sobre o oásis Minqin, uma barreira natural aos desertos do Noroeste da China, situado na Província de Gansu, que pode desaparecer em breve. Mostra as condições de vida na Vila Changhu e o confrontamento entre o homem e a natureza ao seu redor. O outro filme é uma produção francesa, “Nourrir L’Animal (Alimentar a Besta)”, de S. Louis, em que o cenário é no meio de um vale na Alsácia, uma área industrial gradativamente perde sua população. A fábrica de papel reciclado permanece no centro deste universo.
Duas co-produções foram exibidas a partir das 18h. “La Moneda Uma História Contemporânea Latino americana”, de Pedro Dantas, foi produzido numa parceira entre Brasil e Chile. É um documentário investigativo sobre a extração de recursos minerais no Chile. Episódios históricos como a Guerra do Pacífico no século XIX e o período da Unidade Popular do então presidente Allende, quando foram nacionalizadas as principais minas de cobre são algumas das cenas mais marcantes. O longa-metragem de EUA e Brasil, “2012 Time for Chance (Tempo de Mudança)”, de João Amorim fala das profecias maias sobre o apocalipse global em 2012 e que são o ponto de partida para um novo paradigma que integre a sabedoria arcaica das sociedades tribais com o método científico.
Goiás esteve mais uma vez representado por dois curtas-metragens. “Diga 33”, de Ângelo Lima, que trata da poluição, e “Teia do Cerrado”, de Uliana Duarte, que fala da relação da diversidade cultural com a biodiversidade, a partir das ações comunitárias desenvolvidas em Teresina de Goiás, Chapada dos Veadeiros. Outros dois curtas também foram exibidos. “Marcovaldo”, de Cíntia Langie e Rafael Andreazza e “O Plantador de Quiabos”, do Coletivo de Santa Madeira.
Lembrando que a cerimônia de premiação foi antecipada para às 14h do sábado, dia 18 de junho, no Cinemão.